Prefeitos das maiores cidades do mundo assumem compromisso de reduzir o consumo de carne


Foto: Livekindly
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As autoridades responsáveis por quatorze das maiores cidades do mundo se comprometeram a reduzir a quantidade de carne servida em prédios públicos.

Os signatários da “C40 Good Food Cities Declaration” (Declaração C40 sobre cidades com comida de qualidade) se comprometeram a trabalhar com os cidadãos para alcançar a “Dieta pela Saúde do Planeta”, enfatizando o projeto no consumo de refeições nutritivas, orgânicas e à base de vegetais, e com o mínimo de alimentos processados.

Ao aderir à nova “Dieta pela Saúde do Planeta”, os indivíduos consumirão menos de 300g de carne – aproximadamente o mesmo que dois bifes – por semana.

Cada cidade integrará a nova estratégia ao seu plano de ação de maneira inclusiva, equitativa e acessível. A “Declaração C40 sobre cidades com comida de qualidade” foi assinada em Copenhague, na Dinamarca, na quinta-feira (24), em uma cúpula climática com a participação de mais de 50 prefeitos das maiores cidades do mundo.

Os signatários incluíram Copenhague, Guadalajara, Lima, Barcelona, Los Angeles, Milão, Oslo, Paris, Cidade Quezon, Seul, Estocolmo, Londres, Tóquio e Toronto. Essas 14 cidades servem cerca de 500 milhões de refeições por ano em edifícios públicos como escolas e hospitais.

“A ‘Dieta pela Saúde do Planeta’ poderia salvar 11 milhões de vidas a cada ano se adotada universalmente”, diz o C40 Cities Climate Leadership Group. “Ao mesmo tempo em que reduz drasticamente as emissões e é capaz de alimentar uma população global de 10 bilhões de pessoas”.

Alimentação baseada em vegetais pelo planeta

Os consumidores estão se tornando cada vez mais conscientes das considerações relacionadas à saúde, meio ambiente e ética, que cercam o consumo de carne. Globalmente, muitas pessoas estão adotando dietas flexitárias e comprando alternativas veganas no lugar de produtos de origem animal.

O C40 Cities divulgou uma pesquisa em junho que revelou que os alimentos são uma das maiores fontes de emissões derivadas do consumo nas cidades. O sistema alimentar é responsável por cerca de um quarto de todas as emissões que impulsionam a emergência climática global.

A adoção da “Dieta pela Saúde do Planeta” pode salvar cerca de 11 milhões de vidas a cada ano e reduzir as emissões relacionadas a alimentos em 60%. Segundo a Comissão Eat-Lancet (ONG que trabalha com alimentos, saúde e meio ambiente), a “Dieta pela Saúde do Planeta” também poderia fornecer uma dieta equilibrada para 10 bilhões de pessoas, se adotada universalmente.

A “Declaração C40 sobre cidades com comida de qualidade” refere-se especificamente à importância de promover alimentos à base de vegetais para uma melhor nutrição e sustentabilidade. Pesquisas mostram que reduzir o consumo de produtos de origem animal pode ajudar a mitigar os efeitos da crise climática.

“Sem mudanças substanciais na maneira como produzimos, transportamos, consumimos e descartamos alimentos, as emissões do setor de alimentos devem aumentar em quase 40% até 2050″, alerta C40 Cities.

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