Peixe-boi reintroduzido na natureza há 25 anos é ameaçado por óleo no Nordeste


Foto: Fundação Mamíferos Aquáticos

O Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho está reunindo esforços para evitar que o peixe-boi Astro, reintroduzido na natureza em 1994, seja afetado pelas manchas de petróleo que atingiram o litoral do Nordeste. Ele está sendo monitorado diariamente por equipes da Fundação Mamíferos Aquáticos que tentam manter o animal, que atualmente vive entre Sergipe e Bahia, longe do óleo que ameaça sua sobrevivência.

Astro foi resgatado em 1991 no Ceará quando era apenas um bebê. Ele foi mantido sobre reabilitação por três anos até estar apto para retornar ao seu habitat. O peixe-boi foi reintroduzido no litoral de Alagoas, recebeu um chip e é monitorado há 25 anos. A vida de Astro é um marco simbólico da conquista de diversos especialistas para a preservação da espécie.

A rotina das equipes que cuidam do animal foi alterada com a chegada das manchas de petróleo. Allan Barreto, técnico ambiental do projeto Viva o Peixe-Boi, explica que o principal objetivo agora é proteger Astro da poluição. “Com o monitoramento acompanhamos o cenário e tudo o que está ocorrendo. Nós observamos se existe óleo no animal, nas áreas de alimentação e na região onde ele bebe água. Em campo também temos uma equipe que faz esse monitoramento”, disse em entrevista à BBC.

Astro é monitorado com a ajuda de um equipamento de radiotelemetria, que faz um mapeamento da área onde o peixe-boi está. Além disso, Astro também tem uma antena acoplada ao corpo para facilitar a identificação da sua região. O animal ainda não foi atingido por nenhuma mancha de óleo, mas a substância tóxica já foi encontrada em sua antena e na sua área de alimentação. Uma equipe da Petrobrás está realizando a descontaminação do local.

Devido à gravidade da ameaça, os especialistas já estudam o remanejamento de Astro para um local mais seguro, uma piscina que fica às margens do rio Real, entre Sergipe e Bahia. As consequências do contato de Astro com o petróleo são alarmantes. Biólogos estimam que possa haver obstrução dos olhos, narina e boca do animal, além de órgãos internos, caso ingerido. Há também risco de diversas alergias.

Luta para viver

Durante seus 25 anos de reintrodução, Astro sobreviveu a 13 atropelamentos com embarcações motorizadas, além de sofrer com o assédio de turistas, que o alimentam de forma inadequada, e a ameaça de pescadores. Peixes-boi são um dos mamíferos mais ameaçados de todo o país.


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