Rede de supermercados Sainsbury’s para de vender fogos de artifícios


Uma petição pedia a proibição da venda de fogos de artifício para proteger animais domésticos e pessoas vulneráveis, como idosos e crianças | Foto: Getty Images
Uma petição pedia a proibição da venda de fogos de artifício para proteger animais domésticos e pessoas vulneráveis, como idosos e crianças | Foto: Getty Images

A empresa disse que tomou a decisão após uma revisão anual regular de todos os seus produtos.

No ano passado, uma petição para proibir a venda pública de fogos de artifício para proteger animais, crianças e pessoas com fobia ao equipamento conseguiu mais de 300 mil assinaturas.

Os tutores de animais receberam com satisfação a decisão da Sainsbury`s postando muitos tweets com votos de que outros supermercados sigam o exemplo da cadeia de lojas.

Uma porta-voz da Sainsbury’s se recusou a detalhar por que o supermercado não venderá mais fogos de artifício, afirmando que era um assunto “comercialmente sensível”.

Tesco e Asda, outras grandes redes de supermercados, disseram que continuariam a vender fogos de artifício.

Catherine Shuttleworth, diretora executiva e fundadora da Savvy Marketing, também disse que vender fogos de artifício é “uma maneira muito cara de fazer varejo em supermercados”.

Ela disse: “Quando você compra seus fogos de artifício, obviamente eles não estão em uma prateleira em qualquer lugar da loja. Eles tendem a estar em um armário de vidro trancado e um membro da equipe precisa ir e destrancar o armário todas as vezes você quer comprar fogos de artifício”.

Ela também disse que a idade do cliente deve ser verificada, porque é ilegal vender fogos de artifício para menores de 18 anos. Além disso, o supermercado não pode devolver nenhum produto não vendido ao distribuidor, e eles são “muito perigosos para ficar armazenados nas lojas, que são lugares cheios de pessoas”.

Uma petição realizada ano passado pedindo a proibição obteve 307.897 assinaturas e dizia em seu texto que os fogos de artifício “ferem milhares de pessoas todos os anos e causam danos a edifícios, carros e veículos de emergência (ambulâncias, carros de bombeiros)”.

Em resposta, o governo disse que “leva muito a sério a questão da segurança dos fogos de artifício. Existe legislação para controlar sua venda e uso indevido. Não temos planos de alterar a legislação”.

Um profissional de saúde disse no Twitter: “Só vim aqui para celebrar e agradecer a Sainsbury’s pela decisão de não vender fogos de artifício este ano. Não são apenas os animais que sofrem, mas quem está doente ou tem uma condição específica como autismo”.

A parlamentar do Partido Nacional Escocês, Alison Thewliss, twittou: “Realmente satisfeita por ver a Sainsbury’s tomar a decisão responsável de parar de vender fogos de artifício. Espero que outros varejistas sigam o exemplo”.

Uma consulta recente ao público na Escócia sobre a venda de fogos de artifício descobriu que havia apoio a controles mais rígidos sobre a venda e o uso dos produtos.

Das 16 mil pessoas que responderam, 94% desejavam controles mais rígidos sobre a venda de fogos de artifício e 87% apoiavam uma proibição total da venda de fogos de artifício.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

ASFIXIA

ATO DE AMOR

GENEROSIDADE

MOÇAMBIQUE

ÍNDIA

MINAS GERAIS

ESTUDO

CONSUMO CONSCIENTE

PROTEÇÃO


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>