ONG resgata a 50ª foca com ferimentos causados por lixo plástico este ano


Scylla foi encontrado com uma rede de pesca descartada - ou "rede fantasma" - em volta do pescoço | Foto: Glenn Minghan
Scylla foi encontrado com uma rede de pesca descartada – ou “rede fantasma” – em volta do pescoço | Foto: Glenn Minghan

O animal resgatado é um macho chamado Scylla e foi encontrado com uma ferida infectada causada por uma rede de pesca presa ao pescoço.

O centro de resgates da RSPCA em Norfolk, na Inglaterra, disse que 2019 pode ser um ano recorde para resgates de focas “por todas as razões erradas”.

“É difícil descrever quanta dor e angústia isso pode causar a uma foca”, disse a gerente da ONG, Alison Charles.

“Eles ficam sobrecarregados por essa imensa massa de rede descartada ao redor de seu corpo, o que deve dificultar a natação desses animais marinhos, e então a rede começa a cortar a pele e a entrar e ferir o pescoço também”, disse a ativista.

A rede de pesca deixou uma ferida infectada e inflamada em volta do pescoço de Scylla | Foto: RSPCA
A rede de pesca deixou uma ferida infectada e inflamada em volta do pescoço de Scylla | Foto: RSPCA

“Os ferimentos são horríveis, às vezes com alguns centímetros de profundidade, e o tempo todo a foca vai ficando cada vez mais fraca e não consegue se alimentar, então o sofrimento delas continua e elas morrem de fome lentamente”.

“É simplesmente horrível”, resumiu consternada Alison.

Scylla pesava apenas um quarto dos 300 kg que uma foca de sua idade deveria pesar, quando foi levado ao Centro de Resgate East Winch Wildlife Center da ONG RSPCA.

Ele foi resgatado na praia de Horsey, em Norfolk, no dia 3 de outubro pelas ONGs Friends of Horsey Seals e Marine & Wildlife Rescue, com a ajuda do público.

É provável que Scylla precise de meses de recuperação no Centro, disse a RSPCA.

Frisbes que são um tipo de anel de plástico também têm sido uma causa comum de ferimentos nas focas, conforme a ONG |Foto: Rosie Barret
Frisbes, que são um tipo de anel de plástico, também têm sido uma causa comum de ferimentos nas focas, conforme a ONG | Foto: Rosie Barret

Ela é a 50ª foca “colar” resgatada esse ano – assim chamada porque o lixo, geralmente plástico, fica enrolado no pescoço – e admitida no RSPCA East Winch Wildlife Center desde 2008.

Só em 2019, oito focas já foram admitidas no centro de resgate.

Elas geralmente estão emaranhadas em redes e linhas de pesca, mas tem também  aquelas que sofreram ferimentos causados por anéis do tipo frisbee (brinquedo em forma de disco plástico) no pescoço.

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