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Tigresa Maya morre após viver anos aprisionada no zoo de Brasília

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A tigresa morreu uma semana depois de seu irmão, o tigre Dandy. O Zoológico de Brasília, onde os animais viviam aprisionados, é acusado de negligência por uma ativista


Maya, uma tigresa-de-bengala-branca, morreu na noite de domingo (6) após passar a vida toda aprisionada em zoológicos. A tigresa, que nasceu em cativeiro na França, viveu seus últimos anos no Zoológico de Brasília. O local é acusado de negligência pela ativista Carolina Mourão. 

(foto: Ivan Mattos/Divulgação Zoológico)

O zoológico alega que Maya, que tinha 10 anos, sofria de uma infecção uterina e morreu após uma cirurgia realizada para reparar o trajeto intestinal do seu organismo.

No domingo (6), antes da tigresa morrer, Carolina Mourão usou as redes sociais para fazer uma denúncia sobre o caso. Segundo ela, o zoológico insistia “em mentir sobre o estado da tigresa Maya, ainda sedada após 4 cirurgias no ZOO DF sem transparência alguma, mantida viva em coma induzido para segurar cargos e salários”.

“Disseram, na coletiva usada para ratificar mentiras ao invés de sanear a crise, que a tigresa estaria ‘andando como uma princesa com sua bolsa de colostomia’. Essa imagem nunca existiu, ela continua em coma induzido. Afinal, desafiamos o Zoo DF a mostrar as imagens de seu passeio de princesa, tão importantes sanear a crise dessa instituição mambembe. MAYA E DHANDY [tigre que morreu recentemente] serão divisores de água nesse cenário macabro e obscuro dos zoos”, completou.

O zoológico, por sua vez, afirma que a tigresa teve seu útero e ovários retirados no dia 14 de setembro e que, após sofrer um rompimento das suturas abdominais cinco dias depois, com vísceras expostas através da abertura da incisão, foi submetida à nova cirurgia para remover tecido necrosado e refazer os pontos que, ainda segundo a instituição, depois romperam novamente.

As alegações do zoológico, no entanto, não convencem a ativista, que fez denúncias não só sobre o caso de Maya, mas também a respeito do irmão dela, o tigre Dandy, que morreu no Zoológico de Brasília uma semana antes da tigresa, no dia 29 de setembro.

Carolina revelou, em publicação feita em rede social, que Dandy “foi fazer check-up e ‘aproveitou para ser doador’, como publicado a princípio. E nesse falso check-up teria detectado ‘problema nos rins’, para encerrar o assunto. Problema nos rins e velhice são desculpas padrão do Zoo DF para justificar mortes a rodo há 12 anos, acompanho de perto e colho provas há 15. A verdade: O check-up já tinha sido feito em 29 de julho e o procedimento é anual. O animal estava absolutamente sadio”.

A ativista desmentiu a alegação que, segundo ela, foi feita pelo zoológico sobre Dandy ter morrido na contenção. “Teria sido grave, uma negligência no manejo já que estava comprovadamente sadio, e não poderia ter doado sangue já morto. O tigre morreu por erro de sedação”, concluiu.


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