Plataforma on-line Airbnb não promoverá mais turismo que maltrata animais


Foto: Kaiyukan
Foto: Kaiyukan

A plataforma online de compartilhamento de aptos e casas para estadias temporárias, Airbnd, criou o “Airbnb Animal Experiences”, uma nova categoria independente no site que está disponível para escolha dos turistas desde quinta-feira última (03).

O Airbnb é um site (também disponível na versão em aplicativo para smartphone) que conecta anfitriões com casas, apartamentos, quartos sítios, bangalôs, a oferecer e hóspedes que procuram locais para se instalar por períodos. As acomodações por separadas por locais, valores e capacidade. O site cobra uma taxa nas transações que são feitas e gerenciadas pela própria plataforma.

“Percebemos que as pessoas querem se reconectar com os animais”, disse Mikel Freemon, chefe do departamento de animais do Airbnb Experiences, ao New York Times. A nova divisão oferece mais de mil experiências com animais em 58 países.

O Airbnb trabalhou em conjunto com a World Animal Protection, uma organização global sem fins lucrativos que atua em defesa dos animais, para desenvolver um conjunto de diretrizes. Os anfitrões que oferecem experiências com animais devem cumprir as regras antes de poderem ser incluídos na plataforma. “Queríamos realizar esse desejo há tempos, porém de maneira responsável”, continuou Freemon.

O que está na política de animais do Airbnb

As novas diretrizes proíbem interações com elefantes, grandes felinos (leões, tigres, onças, leopardos, etc.), cativeiro de mamíferos marinhos, animais selvagens em locais de entretenimento e lembranças (recordações) de animais. São proibidos também eventos esportivos, incluindo caça a troféus, touradas, rodeios, corridas de galgos, corridas de cavalos e polo com cavalos.

“Em vez de nadar com golfinhos em cativeiro, você pode ir com um pesquisador e estudar golfinhos selvagens”, sugeriu Freemon.

As políticas também exigem que os animais recebam as necessidades básicas – comida, água, abrigo, bem como acesso a cuidados veterinários e liberdade de experiências angustiantes. Os animais também devem ter a liberdade de expressar comportamentos naturais.

Centros de resgates e santuários que usam animais selvagens para interações diretas ou shows, que compram, vendem ou criam animais são proibidos. Porém, são permitidos resgates que “se reproduzem com responsabilidade” ou reabilitem animais para serem liberados na natureza posteriormente.

As experiências que apresentam interações com animais domésticos, como cavalos, camelos, mulas e burros, também têm um conjunto de diretrizes. Os passeios de carruagem em ambientes urbanos são proibidos. Os animais também devem ter a liberdade de se afastar do contato humano se assim desejarem.

O Airbnb também proíbe qualquer local que use animais como acessórios para fotos (e aconselha não tirar selfies com animais), mantendo uma distância respeitosa dos animais.

“Ter um líder de viagens como o Airbnb comprometido em tornar o bem-estar animal uma prioridade máxima não apenas ajudará a educar os viajantes sobre a importância do turismo animal livre de crueldade, mas também proporcionará a eles oportunidades de observar a vida selvagem em seus habitats naturais de forma ética enquanto viajam”, disse Alesia Soltanpanah, diretora executiva da ONG World Animal Protection, em um e-mail.

A nova política do Airbnb ocorre no momento em que muitas empresas de viagens, incluindo British Airways, United Airlines e Virgin Holidays, e o site TripAdvisor cortaram laços com o SeaWorld por motivos de bem-estar animal.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 


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