Campinas (SP) registra 109 acidentes com animais em rodovias


A região de Campinas, no interior de São Paulo, registrou 109 acidentes com animais em rodovias no período de janeiro a agosto deste ano. São 29 a menos do que foi registrado em 2018.

O levantamento foi feito pelo G1 com as concessionárias das principais rodovias da região.

Foto: Reprodução/EPTV

Cachorros e gatos são as maiores vítimas. Para o diretor geral da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Giovanni Pengue Filho, para que os atropelamentos sejam reduzidos ainda mais é preciso que tutores de animais sejam conscientizados.

“Em áreas urbanas, é comum o atropelamento principalmente de cães soltos nas vias. Quando você sai das áreas urbanas e vai para as rurais, a maior incidência é entre cavalos e bois. Os silvestres aparecem em regiões de mata”, explicou ao G1 o diretor.

De acordo com dados da Artesp, aproximadamente 64% dos acidentes registrados em âmbito estadual dentro das concessões envolvem animais domésticos.

A conscientização, segundo Giovanni, tem que atingir não só os tutores, mas também os motoristas.

“O motorista deve reduzir a velocidade e evitar chamar atenção, buzinar, dar farol, porque isso pode assustar e fazer o animal se perder na via. Ele pode até correr para outra pista, ou andar de uma faixa para outra”, disse.

No caso de animais grandes, como cavalos, o ideal é fechar os vidros e ultrapassar o animal por trás dele, segundo Giovanni. Agir de maneira contrária a essa pode fazer o animal correr na direção do veículo para se proteger.

“Depois de passar, a pessoa deve comunicar a concessionaria ou Polícia Rodoviária para fazer manejo do animal”, pontuou.

De acordo com o diretor, as concessionárias são orientadas sobre como agir em cada ambiente. “Existem hoje 54 passagens de fauna na região de Campinas, entre dispositivos exclusivos e os já adaptados”, explicou. Quando as rodovias cortam regiões de mata, a orientação é colocar tela para proteger os animais. Nas áreas rurais, proprietários de terras recebem auxílio e instrução para telar os espaços.

“Estamos melhorando a preservação da fauna e meio ambiente. Em contratos mais recentes [de concessionárias], existe a obrigação de cadastramento de animais identificados, assim a gente pode registrar como funciona a migração destes animais”, concluiu.


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