A data coincide com o Dia Mundial Vegano e visa chamar a atenção para o consumo livre de sofrimento animal


Por Fátima ChuEcco


Foto: Pixabay

O Brasil tem mais bois que gente. Lamentavelmente são 218 milhões de bois destinados ao consumo e 202 milhões de pessoas no país. Por isso a Lei 17.145/2019, que passou a vigorar no dia 3 de setembro instituindo em SP o Dia do Vegano, pode ser vista como algo positivo, afinal, até alguns anos atrás muita gente sequer sabia o significado da palavra “vegano”.

Segundo o IBOPE cerca de 14% dos brasileiros se declaram vegetarianos. Ainda não há dados precisos sobre o número de veganos mas a produção de produtos alimentícios veganos tem se tornado um mercado promissor com muita gente à procura de comida sem qualquer item de origem animal. Por isso, inclusive, que surgiram várias feiras veganas por todo o país.

Em 1º de novembro já é comemorado o Dia Mundial Vegano com ações fortes em muitas regiões do planeta. Agora os adeptos do veganismo podem aproveitar também a data em SP para festivais de filmes, documentários, palestras e outras iniciativas que divulguem o veganismo.

Por ter se tornado uma data oficial no calendário do estado, muitas ações podem, inclusive, requisitar espaços públicos.

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A lei foi sancionada a partir do PL (Projeto de Lei) 415/2018 do deputado estadual Wellington Moura (PRB). Abaixo a justificativa do projeto:

“O Dia Mundial Vegano foi estabelecido em 1994 por Louise Wallis, então presidente da Vegan Society da Inglaterra, a instituição vegana mais antiga do mundo, a que oficializou e cunhou o termo “vegano”. Louise estabeleceu que todo dia 1º de novembro seria comemorado o Dia Mundial Vegano justamente no aniversário de 50 anos da Vegan Society, criada em 1944.

O veganismo não é uma dieta, e sim o conjunto de ações em todos os aspectos da vida que demonstra recusa ao sofrimento dos animais. Os veganos, como são chamados os que praticam o veganismo, têm uma alimentação vegetariana, ou seja, nada de origem animal entra no cardápio. Isso inclui todos os tipos de carnes, todos os laticínios, ovos, mel e tudo que tenha em sua origem o sofrimento de algum animal. Nenhum produto de origem animal é livre de sofrimento e é por isso que os veganos não os consomem.

“O veganismo é uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade. Dos veganos junk food aos veganos crudívoros – e todos mais entre eles – há uma versão do veganismo para todos os gostos. No entanto, uma coisa que todos nós temos em comum é uma dieta baseada em vegetais, livre de todos os alimentos de origem animal, como: carne, laticínios, ovos e mel, bem como produtos como o couro e qualquer produto testado em animais.” Definição criada pela The Vegan Society, da Inglaterra, mais antiga entidade vegana do mundo.


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