Justiça concede a homem direito de visitar cão doente que vive com sua ex-companheira

Foto: Arquivo Pessoal

A Justiça de São Paulo concedeu ao mecânico Anderson Alberto Ferreira, de 36 anos, o direito de visitar Emmett Brown, um cão da raça pug de 13 anos que ficou sob a tutela da ex-companheira dele após a separação do casal.

Foto: Arquivo Pessoal

O caso tramita em segredo de Justiça e, segundo o mecânico, a ação foi necessária porque há quatro meses ele passou a não ter mais autorização da ex-companheira para ver o animal, que é idoso, está doente e não caminha mais.

Ferreira permaneceu no relacionamento por 6 anos e, com a ex-companheira, adotou o cachorro em 2016 após o animal ser resgatado por ter sofrido maus-tratos. O amor que os dois sentem por Emmett é tão grande que os levou a fazer uma tatuagem em homenagem ao pug.

O nome do cachorro foi escolhido por causa dos olhos esbugalhados do cão, semelhantes ao de um cientista interpretado pelo ator por Christopher Lloyd nos filmes “De Volta para o Futuro”.

“Quando nos separamos, eu falei que não queria dividir nada, deixava os móveis, tudo para ela, mas não queria deixar de ver o cachorro. Mas ela falou que não queria mais nenhum contato comigo e não tive outra alternativa se não ir à Justiça”, disse o mecânico ao G1.

“Eu morro por esse cachorro. Sei que ele sente minha falta, porque ele se apegou muito a mim. Logo que o adotei, ele me escolheu para ser o chefe da matilha dele, eu sou o pai da família dele, e agora que está bem doente, ele precisa do meu apoio, e eu dele”, completou.

A liminar concedida ao mecânico permite que ele visite o cão em finais de semana alternados, de sexta, às 20h, até domingo, às 20h. A decisão foi expedida pela 5 ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central de São Paulo no dia 13 de setembro e também autoriza que Ferreira participe de atividades como consultas veterinárias, desde que previamente combinadas com a ex-companheira.

Foto: Arquivo Pessoal

A advogada Barbara Santos, que está à frente do processo, explicou que os animais fazem cada vez mais diferença na vida dos brasileiros.

“Colocamos na petição que o animal vem sendo cada vez mais importante no convívio familiar no Brasil. Apesar da legislação ainda tratar os animais como objetos, há decisões recentes da Justiça que entendem que o animal é um ser senciente, que tem noção do que ocorre ao seu redor e tem condições de experimentar o que acontece. Ele é capaz de sentir e possui com ambos os integrantes do casal um vínculo forte”, disse a advogada.

Bárbara afirmou que, na decisão, “a juíza considerou que os animais possuem um vínculo forte com a família e que se apegou a ambos”, e que o acordo inicial feito pelo casal no que se refere às visitas não foi cumprido.

A ex-companheira de Ferreira, que está com a guarda do cachorro, ainda será citada pela Justiça sobre a decisão judicial.


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