Um estudo realizado pela ONG internacional WWF revelou que o fogo na Amazônia aumentou a ameaça a 265 espécies de plantas e animais já vulneráveis e em risco de serem extintas


 

Foto: Michel Dantas
Foto: Michel Dantas

Um estudo realizado pela ONG internacional WWF revelou que o fogo na Amazônia aumentou as ameaças a 265 espécies de plantas e animais já vulneráveis e em risco de serem extintas

Nos últimos dois meses, os incêndios na Floresta Amazônica atingiram um recorde, com uma queimada de mata tão extensa que pode ser vista do espaço.

O aumento marca um aumento de 83% em relação ao mesmo período de 2018 e é o mais alto desde que os registros começaram em 2013.

A maioria dos incêndios ocorre na bacia amazônica, que abriga cerca de três milhões de espécies de plantas e animais e um milhão de povos indígenas.

Agora, a WWF revelou que os incêndios aumentaram as ameaças a 265 espécies de plantas e animais.

E, de forma preocupante, a WWF adverte que o pior dos incêndios florestais provavelmente ainda está por vir.

Tamanduá-bandeira e filhote | Foto: WWF
Tamanduá-bandeira e filhote | Foto: WWF

As 265 espécies ameaçadas incluem o tatu-canastra (Priodontes maximus) ou tatuaçú, o queixada ou queixada-ruiva (Tayassu pecari) e o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).

Enquanto isso, 124 das espécies ameaçadas incluem animais selvagens que existem apenas no microcosmo da Floresta Amazônica.

Mauricio Voivodic, diretor executivo da organização no Brasil, disse ao Mirror: “Precisamos proteger e manter florestas saudáveis e produtivas”.

“É preciso haver um sinal claro do governo e da sociedade de que o Brasil não aceita mais a destruição de seu principal patrimônio biológico”, disse o diretor.

“O governo federal deve garantir que áreas protegidas e terras indígenas sejam efetivamente protegidas de ocupações e atividades ilegais”.

Queixada | Foto: Portal do Animal
Queixada | Foto: Portal do Animal

“O setor corporativo também tem um papel importante a desempenhar no monitoramento de suas cadeias de suprimentos para garantir a compra de produtos livres de desmatamento”, afirmou Maurício.

Às vezes, os incêndios na Amazônia ocorrem naturalmente, inflamados pelo calor, pela seca, pelo sol ou por um raio. No entanto, a maioria dos incêndios é resultado de descuido humano, de acordo com o Mirror.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o grande número de incêndios florestais não pode ser atribuído apenas à estação seca ou aos fenômenos naturais.

“Não há nada de anormal no clima deste ano ou nas chuvas na região amazônica, que estão um pouco abaixo da média”, disse o pesquisador do INPE, Alberto Setzer.

“A estação seca cria condições favoráveis para o uso e a propagação do fogo, mas iniciar um incêndio é obra dos seres humanos, deliberadamente ou por acidente”.

Foto: Frederico Lemos/WWF
Foto: Frederico Lemos/WWF

Na Amazônia, alguns agricultores deliberadamente incendiaram a floresta, a fim de limpar a terra para a criação de bois e vacas – uma prática altamente ilegal.

A organização declara que mesmo que a floresta amazônica esteja a mais de 8.000 milhas de distância do Reino Unido, onde está baseada a entidade, eles um papel importante a desempenhar para deter os incêndios.

Sarah Hutchison, chefe de programas de conservação da América Latina no WWF-UK, disse ao Mirror: “Embora esses incêndios estejam do outro lado do planeta, seus impactos são globais”.

“Não podemos parar uma catástrofe climática sem salvar a Amazônia. Nós, no Reino Unido, temos um papel a desempenhar na interrupção do desmatamento – principalmente para limpar a terra para produzir alimentos – que é a causa raiz dos incêndios”, disse Sarah.

“O governo do Reino Unido deve encerrar a importação de produtos que causam desmatamento e proibir sua venda no boco de países. Precisamos que nossos líderes trabalhem com outros governos globais para enfrentar a emergência mundial de desmatamento nas reuniões climáticas da ONU em setembro e garantir uma transição rápida para um futuro favorável ao clima e à natureza”.

Agora, a WWF revelou que os incêndios aumentaram as ameaças à 265 espécies ameaçadas de plantas e animais.

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