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A passagem do furacão Dorian pela Grande Bahama, uma das principais ilhas do arquipélago caribenho, deixou um rastro de destruição e desolação na cidade de Freeport. O fotojornalista local Tim Aylen fez um registro dele e da própria família fugindo e meio água lamacenta e fortes ventos.

As imagens mostram ainda a filha de Tim, Julia, de 21 anos, salvando os dois cães da família em meio à correnteza. Ela leva uma mochila nas costas e segura um cão em cada um dos braços enquanto a água está próxima aos seus ombros. O filho de Tim tenta se salvar subindo no teto do carro da família.

Em uma entrevista ao jornal The Tribune, Tim afirma que a família não tinha nenhum plano de evacuação, pois não esperavam que água alcançasse níveis tão altos. Ela explica ainda que após saírem em meio às águas foram resgatados e, junto com seus cães, levados a um abrigo. Todos estão a salvo.

Muitas famílias conseguiram abrigo junto com seus animais domésticos. O Departamento de Agricultura dos EUA aboliu a restrição da entrada de animais no país e autorizou ONGs norte-americanas a resgatarem e acolherem cães e gatos afetados pelo furacão Dorian.

Exemplo de compaixão

Chella Phillips, moradora de New Providence, nas Bahamas, abrigou 97 cachorros em sua casa para mantê-los seguros durante a passagem do Furacão Dorian. O furacão chegou à categoria 5, com ventos de 295 km/h, o que fatalmente tiraria a vida desses animais se eles não tivessem um abrigo. Responsável pelo grupo “The Voiceless Dogs of Nassau, Bahamas” que resgata animais em situação de vulnerabilidade, Chella decidiu agir para proteger esses cães.

No Facebook, a protetora de animais publicou fotos que mostram os cachorros em sua casa. “97 cães estão dentro da minha casa e 79 deles estão dentro do meu quarto principal. Tem sido uma loucura desde à noite passada, com cocô e xixi sem parar, mas pelo menos eles estão respeitando a minha cama e ninguém se atreveu a saltar nela”, escreveu.