Segundo o professor, Ranald Munro, cerca de 40 mil texugos foram mortos desde que o procedimento de morte em massa foi autorizado pelo governo em 2012


 

Foto: Adobe
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Um grupo independente de especialistas descobriu que quase um quarto dos texugos baleados como parte das estratégia de mortes em massa desses animais, autorizada pelo governo bretão, agonizaram por mais de cinco minutos antes de morrer.

Além de ser um atentado contra a natureza, as mortes em massa de texugos causam imenso sofrimento aos animais, de acordo com um especialista – que acrescenta ainda que as mortes não estão reduzindo a tuberculose bovina que foi o motivo alegado para que elas ocorressem.

O professor Ranald Munro, ex-consultor do governo sobre mortes de animais em grande escala, condenou o procedimento em uma carta à Natural England, pois é esperado que o assassinato dos animais seja autorizado em novas áreas em 2019.

“Não temos evidências de que a morte de grandes números de animais continue sendo justificado na visão de dados recentes que mostram zero benefício no controle de doenças após seis anos de mortes em massa de texugos em Gloucestershire”, escreveu ele.
Enorme sofrimento

Segundo o professor, cerca de 40 mil animais foram mortos desde que o procedimento foi introduzido em 2012.

“Os números são imensos, é realmente assustador. Se você olha para a probabilidade de que os animais não morram dentro de cinco minutos após o tiro, está vendo 3 mil texugos sofrendo imensa dor, no mínimo”, disse ele à BBC.

“Há um enorme sofrimento envolvido além da crueldade da morte desses texugos”.

“Levamos o bem-estar a sério”

A Natural England, empresa consultora do governo para o meio-ambiente na Inglaterra, diz que está “no processo de revisar os pedidos de mortes em massa de texugos para 2019″.

“Uma de nossas funções é considerar independentemente os pedidos de licença para matar ou vacinar texugos, e seguimos o conselho da Defra ao decidir se a atividade oferecerá um controle eficaz da doença”, disse um porta-voz.

“O licenciamento não é feito irresponsavelmente e os envolvidos nas mortes – agricultores, contratados e funcionários da Natural England – levam o bem-estar dos texugos muito a sério.”

Vida e Morte

Infelizmente o ser humano persiste em acreditar que tem o poder de decisão de vida e morte sobre todas as espécies do planeta.

Ao julgar-se superior aos demais habitantes da Terra o homem rebaixa os animais a seres inferiores e sem direto à vida, condenando-os ao sofrimento e a morte.

Toda vida é preciosa, animais são seres sencientes, capazes de sentir, sofrer, amar criar vínculos e compreender o mundo ao seu redor.

Roubar-lhes esse direito é um crime contra a natureza e contra o próprio planeta.

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