Em um comunicado postado no Linkedin, a CEO da empresa Rose Marcario, anunciou a decisão, chamando de “inadequado” o posicionamento do presidente Trump em negar a mudança climática


 

CEO da Patagônia, Rose Marcario | Foto: MANDEL NGAN/Getty Images.
CEO da Patagônia, Rose Marcario | Foto: MANDEL NGAN/Getty Images

A empresa de vestuário americana, Patagônia, pode fazer a doação significativa “ironicamente” graças ao novo código tributário corporativo dos Estados Unidos aprovado por um congresso republicano e entusiasticamente assinado pelo presidente Trump, segundo qual a companhia está pagando muito menos impostos federais.

Em carta publicada no LinkedIn, a CEO da Patagonia anunciou que sua empresa está doando 10 milhões de dólares para grupos sem fins lucrativos que trabalham em questões relacionadas às mudanças climáticas e ao meio ambiente.

“Com base no irresponsável corte de impostos do ano passado, a Patagônia deve menos impostos neste ano – 10 milhões de dólares a menos, precisamente”, escreve a CEO Rose Marcario no comunicado. “Em vez de devolver o dinheiro aos nossos negócios, estamos respondendo devolvendo os 10 milhões ao planeta. Nosso planeta natal precisa mais do que nós. ”

Marcario se referiu ao relatório recém-lançado do governo sobre mudanças climáticas, que adverte que, a menos que sejam feitas mudanças significativas, poderemos estar enfrentando mudanças catastróficas e irreversíveis em nosso planeta até 2050. Quando questionado sobre o relatório, Trump simplesmente disse: “Eu não acredito nisso”, algo a que Marcario também fez uma referência velada em seu post:

“Muitos sofreram as consequências do aquecimento global nos últimos meses, e a resposta política até agora tem sido terrivelmente inadequada – e a negação desse fato só piora a situação”, escreveu ela.

“Os impostos protegem os mais vulneráveis em nossa sociedade, nossas terras públicas e outros recursos que dão vida”, acrescentou. “Apesar disso, o governo Trump iniciou um corte nos impostos corporativos, ameaçando esses serviços às custas do nosso planeta.”

A Patagônia não é iniciante no que diz respeito as causas ambientais. O programa “1% para o Planeta” doa lucros para projetos ambientais em todo o mundo.

Uma observação no site da empresa alega que a Patagonia doou mais de 89 milhões de dólares para essas causas desde o lançamento do programa.

E a CEO Marcario foi homenageada pela Casa Branca, a Casa Branca de Barack Obama, ou seja, em 2015 por seus esforços para proteger o meio ambiente.

Em resposta à abordagem republicana às mudanças climáticas, a Bloomberg observa que a Patagônia está se tornando cada vez mais política, tendo endossado dois candidatos democratas ao Senado dos EUA durante as eleições de meio de mandato de 2018.

Ambos os candidatos venceram. E vendo que dinheiro e política são as duas medidas de poder mais à frente do pensamento de Trump, a última mensagem da Patagônia é algo que ele e seus aliados devem observar.

A Patagonia foi fundada em 1973 por Yvon Chouinard e sua sede é em Ventura na Califórnia, a empresa destina 1% de seus lucros para instituições que atuam em conservação e sustentabilidade. Em 2016, a Patagonia levou essa iniciativa para o próximo nível e assumiu o compromisso de contribuir com 100% das vendas da Black Friday para organizações ambientais, totalizando 10 milhões de dólares em doações.

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