Em agosto, as queimadas na Amazônia aumentaram 196% quando comparadas ao mesmo período de 2018


Celebrado em 5 de setembro, o Dia da Amazônia foi criado para conscientizar a sociedade a respeito da necessidade de preservar a maior floresta tropical do mundo. A data, no entanto, não tem recebido o respeito devido, assim como a Amazônia, que segue sendo destruída.

Queimada na floresta amazônica na cidade de Boca do Acre (AM) (Lula Sampaio/AFP)

Dados recentes, compilados pelo Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), concluíram que as queimadas quase triplicaram no mês de agosto, em comparação com o mesmo período do ano passado, e superaram a média histórica para o mês.

O cenário alarmante preocupa não só ambientalistas, como a sociedade em geral. Artistas do Brasil e do mundo têm se pronunciado contra as queimadas e a demora do presidente Jair Bolsonaro para agir contra os incêndios florestais – muitos, inclusive, reforçam que o aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia são de responsabilidade do presidente e de sua política contrária à preservação do meio ambiente.

A coordenação do Observatório do Clima, grupo que reúne aproximadamente 50 ONGs que lutam contra as mudanças climáticas, afirmou à revista Exame que o recorde de queimadas registrado em 2019 é “o sintoma mais visível da antipolítica ambiental do governo de Jair Bolsonaro”.

Protestos foram realizados em todo o Brasil e até em cidades de outros países. Nas ruas, manifestantes pediram pela preservação da floresta.

Responsabilizar o governo e exigir que ações sejam tomadas para preservar a floresta, embora necessário, não é a solução. Isso porque manter a Amazônia protegida vai além de promover políticas públicas, que de fato são importantes. É preciso, também, que as pessoas não se esqueçam que a maior responsável pelo desmatamento de florestas no Brasil, inclusive da Amazônia, é a agropecuária. E, estando cientes disso, mudem seus hábitos.

Seja através de desmate e queimadas para criação de pastos onde serão colocados bois explorados para consumo humano ou para plantio de grãos que alimentarão esses animais, a agropecuária é extremamente nociva à preservação das florestas. Considerando que, além disso, o consumo de produtos de origem animal também causa doenças e submete animais a extremo sofrimento, não há justificativa para mantê-lo.

No Dia da Amazônia, portanto, é urgente que se faça uma reflexão sobre o estrago causado pela agropecuária e a responsabilidade individual de cada um que, ao consumir produtos de origem animal, acaba incentivando a destruição da natureza.


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