As mortes de animais silvestres por atropelamentos em Boa Esperança (MG) preocupam ambientalistas e autoridades. Apenas neste ano, vários animais morreram na Rodovia MGC-369, próxima ao Parque Estadual da Serra da Boa Esperança.

Um tatu morto na estrada
Foto: Reprodução EPTV

O parque, que conta com quase seis mil hectares de área protegida, abriga diversas espécies de animais – como jaguatirica, lobo-guará, tamanduá-bandeira etc.

Elisson Mendonça, sargento da Polícia Militar Rodoviária, explicou ao G1 que a rodovia é importante e possui um fluxo intenso de veículos, o que caracteriza um perigo para os animais. “Há a necessidade de uma estrutura de contenção desses animais que impeça deles atingirem a pista e ocorrer os atropelamentos”, disse ele.

Não é possível saber exatamente o número de mortes porque muitas não são registradas pelos condutores dos veículos. Assim, os animais são deixados na beira da estrada, esquecidos.

“Acho que uma questão que talvez ajudaria já seria a redução da velocidade, você utilizar alguns mecanismos como radares e quebra-molas que poderiam obrigar que o motorista diminuísse a velocidade”, refletiu o biólogo Fábio Freire Diniz.

O problema é antigo e algumas medidas simples já foram pensadas para reduzir o número de atropelamentos. Em 2012, um pedido de aumento na sinalização na entrada e saída do parque foi feito no Departamento de Edificações de Estradas e Rodagem (DEER). Sete anos depois, nada ainda foi feito.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.