Foca brincalhona se diverte tentando tirar o capuz de mergulhador


Foto: Storyful/Ben Burnville
Foto: Storyful/Ben Burnville

Uma foca amigável e curiosa nadou até um mergulhador e tentou remover seu capuz na costa da Inglaterra.

Ben Burnville, médico e operador de câmera subaquático, filmou a criatura marinha brincalhona perto das Ilhas Farne, na costa de Northumberland.

O pequeno clipe de vídeo mostra o mamífero delicadamente mordendo o capuz do Sr. Burnville enquanto ele tenta ficar parado.

Eventualmente, o mergulhador, que esta achando tudo muito divertido, tira os óculos na esperança de que a foca desista – mas isso só a encoraja ainda mais.

O animal continua a mexer no capuz de Burnville e a nadar perto do aparelho de respiração, parecendo querer descobrir do que se trata, o mergulhador então, segura sua nadadeira com delicadeza, brincando com o animal.

Depois de morder e puxar o capuz com a boca, tentando arrancá-lo fora, a foca desiste e nada para longe – mas não antes de parecer dar um pequeno tapa na cabeça de Burnville.

Burnville, que é GP (clínico geral) em Amble, Northumberland, gravou a filmagem no início deste mês.

Ele relata que mergulha regularmente na área e teve encontros semelhantes no passado.

Foto: Storyful/Ben Burnville
Foto: Storyful/Ben Burnville

Burnville compartilhou o vídeo no Twitter com a legenda: “Vai ser bom ver meus #DiveBuddies (companheiros de mergulho, na tradução livre). Eles parecem gostar de um jogo de #masksteal (roubo de capuz). Mas eu tenho um plano.

No encontro entre o fotógrafo e a foca, a iniciativa partiu do animal e em nenhum momento o mergulhador explorou, feriu ou tentou reter o animal.

Interações com animais selvagens devem ser cuidadosas, feitas à distância e respeitando sempre os habitats desses animais.

Foto: Storyful/Ben Burnville
Foto: Storyful/Ben Burnville

Um exemplo triste e malsucedido de interações com focas são os acidentes provocados por turistas ávidos por fotos que invadem os habitats desses animais, provocando ferimentos graves e até mortes.

Interações nocivas

Focas apavoradas foram filmadas saltando e se arriscando em penhascos em uma tentativa desesperada de evitar que turistas chegassem perto demais delas.

Vídeos mostram as focas caindo de costões rochosos no mar, muitas vezes se machucando no caminho para baixo.

Outras imagens capturaram uma debandada de focas provocada pelo aparecimento de um drone, e outra mostra um animal flagrado tentando escapar de um cachorro depois dele ter sido solto pelo tutor.

Um aumento acentuado no número de incidentes como este levou a realização de um relatório chamado “Não perturbe! A crescente ameaça às nossas focas”.

O relatório – publicado pelo Seal Protection Action Group e pelo Cornwall Seal Group Research Trust – afirma que as focas são frequentemente perturbadas por embarcações motorizadas, jet-skis, caiaques, paddle boarders, passeios de observação da vida selvagem em terra ou mar, bem como por pescadores e caminhantes.

As pessoas que tentam alimentar focas também são motivo de crescente preocupação.

Andy Ottaway, do Action Group, disse que as focas já enfrentam ameaças suficientes em problemas de habitat e excesso de pesca nas águas, e precisam ser deixadas em paz.

“Nossas focas estão sob ameaça crescente de mortes deliberadas, mudanças climáticas, pesca, poluição tóxica, emaranhamento de redes, ingestão de plástico e ferimentos graves causados por colisões com navios”, disse ele.

“Precisamos dar a todos os nossos preciosos animais marinhos, incluindo as focas, mais espaço”.

“O impacto cumulativo de todas essas ameaças, juntamente com esses crescentes problemas de perturbação, está colocando esses maravilhosos animais em sério risco.”

Com o início das férias de verão, milhões de visitantes viajam para a costa e a superlotação aumenta a pressão sobre a fauna marinha, incluindo focas.

O relatório destaca o crescente impacto prejudicial que a atividade humana pode ter sobre essa vida selvagem.

A análise também documenta estudos de caso em torno da costa britânica, onde populações de focas protegidas estão sofrendo distúrbios crônicos causados por atividades humanas.

As ONGs dizem que tais atividades podem causar ferimentos graves e ter conseqüências potencialmente fatais.

O relatório cataloga graves incidentes no sudoeste da Inglaterra; North-West Wales; Nordeste da Inglaterra e nordeste da Escócia em locais de importância crítica.

Os pesquisadores encontraram evidências de que a população de focas está sofrendo por causa da intrusão humana por meio de atividades recreativas.

O relatório adverte que a perturbação repetida pode causar sérios danos aos animais individualmente, por meio de estresse e até mesmo de ferimentos graves.

A perturbação também pode afetar a população local e nacional, reduzindo o sucesso reprodutivo, causando abandono de filhotes dependentes e até a morte prematura.

Sue Sayer, do Cornwall Seal Group Research Trust, disse: “Muitas comunidades se beneficiam financeiramente do turismo e do tipo de vida selvagem confiável (não-agressiva) que as focas proporcionam.

“No entanto, precisamos tomar cuidado e reduzir os já altos níveis de perturbação caso contrário, esses benefícios ambientais, sociais e econômicos poderão desaparecer em breve, junto com as focas”, concluiu Sayer.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 


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