Morte de mais de 300 focas no Alasca preocupa especialistas


Cientistas acreditam que o aumento da temperatura das águas diminuiu a presença do gelo tão necessário para descanso, criação de filhotes e outras funções críticas da vida desses mamíferos


 

Foto: Associated Press
Foto: Associated Press

Biólogos do governo dos Estados Unidos estão investigando a morte de quase 300 focas do Ártico encontradas nas praias do Alasca desde o verão de 2018.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) declarou na quinta-feira última (12) que a morte das focas é um “evento de mortalidade incomum”, uma designação que permite que recursos extras sejam usados para determinar a causa.

Até agora, 282 corpos de focas foram descobertas desde junho de 2018, com 119 deles encontrados no ano passado, de acordo com a NOAA.

Isso é cinco vezes a taxa de moralidade normal para essas focas, de acordo com a NOAA.

Os cadáveres provavelmente representam uma pequena fração do número total de focas mortas, já que os cientistas supõem que a maioria afundaria no mar após a morte ou nunca chegaria à costa, disse Julie Speegle, porta-voz do Alasca no Serviço de Pesca da NOAA.

Acredita-se que as mortes estão ocorrendo porque o gelo do Ártico no Alasca é escasso e as temperaturas do mar estão extraordinariamente altas – condições que muitos cientistas atribuem ao aquecimento global causado pela ação humana e pelos gases de efeito estufa presentes na atmosfera da Terra.

Essas condições quentes podem ser uma possível causa da morte, disse Speegle.

“Esse é definitivamente um dos vários fatores”, afirmou ela.

A onda de mortes afetou as espécies foca-barbuda (Erignathus barbatus) e foca-anelada (Pusa hispida), que são listadas como ameaçadas de extinção pela Lei de Espécies Ameaçadas dos EUA, assim como as focas-manchadas (Phoca largha), que não estão na lista.

Todas as três espécies dependem do gelo marinho flutuante para descanso, criação de filhotes e outras funções críticas da vida desses mamíferos.

Como em outras mortes recentes no Alasca, algumas das focas parecem estar subnutridas, disse Speegle.

Os biólogos também estão testando possíveis toxinas que os animais tenham ingerido com a proliferação de algas venenosas (temperatura do mar).

A temperatura da água do Mar de Bering tem aumentado desde o final de 2013, disse Brian Brettschneider, climatologista do Centro Internacional de Pesquisa do Ártico da Universidade do Alasca, em Fairbanks.

As águas do Alasca estavam vazias do gelo comum a elas muito antes do normal este ano, permitindo que a água absorva mais calor solar, o que inibe o congelamento futuro, levando mais água em mar aberto a absorver o calor, disse Brettschneider.
Os biólogos também estão investigando uma extinção em massa de baleias cinzentas ao longo da costa oeste dos EUA além das mortes em massa de aves no Alasca pelo quinto ano consecutivo.

Até agora, só este ano, segundo dados da NOAA, 212 baleias cinzentas mortas foram encontradas nas águas do Pacífico, 44 delas só no trecho do México ao Alasca, disse Speegle.

Essa população de baleias cinzentas se alimenta principalmente durante os verões do Ártico nos mares de Bering e Chukchi, no noroeste do Alasca.

Os biólogos suspeitam que o aquecimento do mar atrapalhe a cadeia alimentar, impedindo que as baleias tenham comido o suficiente nas águas do Alasca no último verão para sustenta-las durante a migração deste ano.

As mortes em massa de aves marinhas, que começaram em 2015 no Alasca, também estão ligadas a condições quentes incomuns nos oceanos.

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