Matadouros de cavalos no Canadá são denunciados por ONGs europeias


As imagens mostram animais magros, trêmulos, doentes, muitos caídos já agonizando no chão congelado, abandonados aos milhares na frente de matadouros


 

Foto: Tierschutzbund Zurich e Animal Welfare Foundation (AWF)
Foto: Tierschutzbund Zurich e Animal Welfare Foundation (AWF)

As condições de criação e morte de cavalos no Uruguai, Argentina e Canadá, países em que grande parte da carne de cavalo é comercializada em supermercados na Europa, foram denunciadas quarta-feira (4) em vídeos publicados por ONGs alemãs, suíças e francesas.

Cavalos agonizantes, potros que morrem de frio caídos no chão de um centro de criação da empresa Bouvry-Export perto de Calgary, “o maior matadouro de cavalos do Canadá”, são mostrados em um vídeo divulgado na França pela Associação Welfarm de Proteção de Animais de Fazenda, que descritas em uma declaração como “a verdadeira face da carne de cavalo”.

As imagens filmadas em janeiro e fevereiro de 2019, mostram animais tremendo, doentes, caídos no chão congelado, foram filmadas pelas associações suíça Tierschutzbund Zurich e alemã German Animal Welfare Foundation (AWF).

No Uruguai e na Argentina, as imagens mostram animais magros, ou abandonados aos milhares na frente de matadouros sem cuidado algum.

As Américas são o principal produtor mundial de carne equina. Dos aproximadamente 4,8 milhões de cavalos mortos em todo o mundo em 2012, 41% estavam na América do Norte, 11% na América do Sul, 11% na América Central e apenas 8% na Europa (24% na Ásia, 2% na Oceania e 3% na África), de acordo com as estatísticas da FAO.

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Na França, onde 10.200 equinos foram mortos em 2017, ou 2800 toneladas equivalentes de corpos, o consumo de carne de cavalo é muito menor. Representa apenas 0,2% das quantidades de carne que são compradas pelas famílias em 2018, de acordo com as estatísticas de carne da Interbev.

No entanto, de acordo com Welfarm, em 2018, a França importou mais de 4.300 toneladas de carne de cavalo dos três países mencionados na pesquisa das ONGs (Argentina, Uruguai, Canadá), e 77% da carne de cavalo vendida em hipermercados vieram desse país.

Contatado pela AFP, um porta-voz da Bouvry-Export disse que sua empresa era “estritamente controlada pela agência canadense de inspeção sanitária”.

“Todos podem ver por si mesmos”, disse o porta-voz sob condição de anonimato, dizendo que “o ativismo está fora de controle no momento, é tudo que eu posso dizer”.

Na manhã de quarta-feira, as empresas francesas de importação de carne de cavalo, como a SNVC (empresa de venda de carne da Normandia), que importa carne do Uruguai, ou a Equus, que importa diretamente da Bouvry-Export no Canadá, estavam inacessíveis.

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