Cinco baleias grávidas estavam entre as 96 mortas nas ilhas Faroe


Imagens chocantes feitas pela ONG Sea Shepard mostram sangue e morte em mais um dia de caça às baleias nas águas da ilha dinamarquesa


Foto: Sea Shepherd/Jam Press
Foto: Sea Shepherd/Jam Press

por Eliane Arakaki

A temporada anual de caça às baleias nas Ilhas Faroe, na Dinamarca, é um dos exemplos mais violentos de crueldade contra os animais já documentados. Encurralados pelos barcos pesqueiros, os animais são massacrados por arpões e golpes de remo, morrendo de forma horrível e lenta.

Em uma das “saídas” de caça desse ano cinco baleias grávidas estavam entre os corpos dos 94 animais mortos, as imagens foram registradas em fotos que mostram os cadáveres dos cetáceos espalhados pela praia.

Uma imagem forte e comovente até mostra um filhote por nascer dentro do ventre de sua mãe, morta após a caça às baleias, que durou cinco horas.

As fotos das cenas tocantes foram tiradas pelo grupo que atua em defesa do meio ambiente dos animais, Sea Shepherd UK, que afirma que não é a primeira vez que isso acontece este ano.

Foto: Sea Shepherd/Jam Press
Foto: Sea Shepherd/Jam Press

Imagens perturbadoras mostram sangue das baleias colorindo o mar de vermelho e as baleias mutiladas, muitas com as vísceras pra fora.

Os corpos parecem ter sido cortados, pois as fotos mostram marcas de serra nas baleias mortas.

Os barcos haviam perseguido e encurralado as baleias durante a caçada, segundo o Daily Mail.

Os restos mortais dos animais foram então jogados no mar.

As imagens divulgadas mostram pessoas chocadas na cena, olhando para as baleias mortas.

Foto: Sea Shepherd/Jam Press
Foto: Sea Shepherd/Jam Press

A caça, que pode ser descrita como um verdadeiro mar de sangue, dada a cor que ficam águas após a morte dos animais, acontece anualmente, nela as baleias são assassinadas friamente por sua carne e gordura. Mas o governo das Ilhas Faroe afirma que a atividade é “sustentável” e “regulada por lei”.

A ONG Sea Shepherd comparece periodicamente ao local da matança na baía de Hvalvik para documentar o massacre descrito pela entidade como “bárbaro”.

“Como de costume, o processo classificado como ‘humanitário’ pelos caçadores, para matar as baleias estava longe disso, com várias tentativas frustradas de paralisar os animais com a lança sendo observadas em vários grupos”, disse um porta-voz da entidade.

“Tendo observado anteriormente outras baleias, nossa tripulação notou que este grupo de baleias estava claramente desgastado ou resignado ao seu destino tanto que muito pouco ou nenhum grito foi ouvido das baleias”, disse o ativista.

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