MAUS-TRATOS

‘Um latido de desespero’, diz homem sobre cães abandonados sem comida

Os cachorros estão sendo alimentados por um vizinho da propriedade na qual foram abandonados.

Foto: Reprodução/TV Diário

Cães abandonados sem água e comida em uma chácara vazia foram salvos graças a um vizinho do imóvel que ouviu os latidos dos cães e decidiu intervir. O comerciante Sérgio Semerdian de Ferraz de Vasconcelos conta que os tutores dos animais se mudaram e os deixaram para trás.

Foto: Reprodução/TV Diário

“É um latido de desespero e os latidos foram aumentando. E pelo muro nós vimos os cachorros se debatendo de fome e sem água. No total são cinco cachorros, sendo dois pastores alemães grandes, dois filhotes de pastor e um doberman preso em um canil no meio da chácara”, explica ao G1 o comerciante. Um dos cães está com uma pata ferida.

Sensibilizado com o sofrimento dos cachorros, Semerdian começou a dar água e ração para eles pelo muro. Ele também acionou o Corpo de Bombeiros, a polícia, a prefeitura e ONGs de proteção animal, mas não conseguiu ajuda para os cães, tampouco punição para os tutores, que cometeram um crime.

“Me atenderam, me disseram para eu ficar de olho nos cachorros. Mas disseram que não podem fazer nada por ser uma propriedade privada. E pediram para eu fazer um boletim de ocorrência, levar no juiz para ele autorizar alguém olhar em alguns dias. Mas se esperar uma semana, 10 dias os cachorros vão morrer”, disse.

No entanto, na terça-feira (27), funcionários do Centro de Zoonoses estiveram no local. “Maus-tratos é crime. Ele deve procurar a delegacia e fazer um boletim. Eles solicitam nosso apoio. As ações quem toma é a polícia por se tratar de um crime. A gente dá um apoio técnico”, informa a coordenadora da Vigilância em Saúde, Karina Rente.

“A gente cuida de animal, ganso, galinha, a gente cuida de fruta como ninguém. Minha chácara tem 80 anos. Os latidos dos cachorros me chamaram a atenção pelo abandono”, lamentou o comerciante.

A Delegacia do Meio Ambiente explicou que o procedimento correto é formalizar a denúncia em uma delegacia. Caso nenhuma providência seja tomada, o Ministério Público pode ser acionado.


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