ANIMAIS DOENTES

Tutores denunciam falta de atendimento veterinário para cães com leishmaniose em Palmas (TO)

Em Palmas (TO), 965 cachorros foram diagnosticados com a doença.

Foto: Pixabay

Moradores de Palmas (TO) afirmam que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município não está prestando atendimento veterinário a cães diagnosticados com leishmaniose. Já são 965 cachorros infectados. O número é menor que o registrado no mesmo período de 2018, quando 1.318 foram diagnosticados com a doença.

Foto: Pixabay

Evânia Nascimento contou ao G1 que o cachorro dela foi diagnosticado com leishmaniose há 10 dias e que, desde então, ela tenta contato com o CCZ para que o animal seja levado, mas não consegue. Ela teme, agora, que os outros cães da casa contraiam a doença, que é transmitida pelo mosquito palha.

A doença tem tratamento, mas a rede pública de saúde não o oferece gratuitamente. Caso o tutor não opte por tratar o cão por conta própria, o CCZ sacrifica o animal, num ato de omissão do poder público, que prefere tirar uma vida ao invés de salvá-la.

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“Eu estou tentando ligar lá para ver se eles vem, além de buscar o que está com calazar, fazer o teste nos outros animais. A gente tem direito a esse serviço. A partir do momento que a gente não consegue acessar esse serviço, a gente se sente lesada como cidadão”, disse Evânia.

De acordo com o médico veterinário Daniel Dias, a doença deve ser tratada imediatamente. “A leishmaniose evolui fragilizando o organismo. Quanto mais tempo demora para tratar o animal, mais órgãos vão estar afetados. Quando antes você descobre e começa o tratamento, a resposta terapêutica é muito mais satisfatória”, explicou.

Diante da situação, o gerente do CCZ, Auriman Cavalcante, apenas divulgou os telefones do CCZ – 3212-7915 e 3212-7916 – que, segundo ele, não são de conhecimento geral da população e orientou a população a cuidar dos quintais para evitar a doença.

Cavalcante afirmou que houve uma redução de 27% no número de casos de leishmaniose em animais e uma redução maior em humanos.

“A gente conseguiu aumentar a vigilância, ampliar o número de animais investigados. Eu atribuo isso ao maior empenho da população que esta cuidando do seu quintal e assim deve proceder. Lembrando que se a gente não tem o mosquito, não tem a doença”, explicou.


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