BRASIL EM CHAMAS

Secretário-geral da ONU manifesta preocupação com incêndios na Amazônia

Em meio a uma crise climática global, não podemos arcar com mais danos a uma importante fonte de oxigênio e de biodiversidade”

Dados do Inpe mostraram que o número de queimadas no Brasil subiu 83% de janeiro a agosto deste ano na comparação com 2018 (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Por David Arioch

Dados do Inpe mostraram que o número de queimadas no Brasil subiu 83% de janeiro a agosto deste ano na comparação com 2018 (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse ontem (22), por meio de publicação no Twitter, estar “profundamente preocupado” com os incêndios na floresta amazônica brasileira, uma importante fonte de oxigênio e de biodiversidade.

“Estou profundamente preocupado com os incêndios na floresta amazônica. Em meio a uma crise climática global, não podemos arcar com mais danos a uma importante fonte de oxigênio e de biodiversidade”, disse o chefe das Nações Unidas na rede social.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram que o número de queimadas no Brasil subiu 83% de janeiro a agosto deste ano na comparação com 2018.

Em nota, o Sistema das Nações Unidas no Brasil pediu ontem (22) que as autoridades intensifiquem os esforços para conter as chamas que consomem partes da floresta amazônica e outros biomas do Norte e Centro-Oeste do Brasil, além de reforçar os sistemas de monitoramento para evitar as queimadas e os desmatamentos ilegais.

Leia a nota na íntegra:

O Sistema das Nações Unidas no Brasil externa profunda preocupação com os incêndios que consomem partes da floresta amazônica e outros biomas nas regiões norte e centro-oeste do Brasil e de países vizinhos e solicita que sejam intensificados os esforços dos governos e de apoio às comunidades locais para conter a queima da vegetação, vital para o equilíbrio climático e das condições de vida.

A Amazônia desempenha um papel prioritário para a manutenção da biodiversidade por ser a maior área de floresta tropical remanescente da terra. A ONU no Brasil acredita ser imperioso reforçar os sistemas de monitoramento da região a fim de evitar as queimadas e os desmatamentos ilegais, que podem comprometer a vida de 33 milhões de pessoas que vivem na região, incluindo 420 comunidades indígenas.

Neste momento, representantes de governos, agências multilaterais e sociedade civil organizada estão reunidos em Salvador para discutir como América Latina e Caribe podem responder às mudanças climáticas. A ONU Brasil participa das discussões da Semana do Clima com o intuito de contribuir com alternativas que garantam um planeta mais seguro e sustentável para todas as pessoas, dentro dos princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.


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