DESTRUIÇÃO AMBIENTAL

Queimadas aumentam 82% em relação ao ano de 2018

Os dados alarmantes são do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Foto: Reprodução/Instagram/Araquém Alcântara

O Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou, por meio de dados gerados através de imagens de satélite, um aumento de 82% nas queimadas de janeiro a agosto, quando comparado ao mesmo período de 2018. Foram 71.497 focos de incêndio em 2019, contra 39.194 no ano passado.

Foto: Reprodução/Instagram/Araquém Alcântara

Na segunda-feira (19), uma forte névoa escura cobriu a capital de São Paulo e cidades do interior do estado, como Campinas, fazendo com que aparentasse ter anoitecido às 15 horas. O motivo do breu visto pela população no céu é, segundo especialistas, a junção entre uma frente fria com ventos marítimos originada no Sul do Brasil, que trouxe nuvens mais baixas e carregadas, com a fumaça das queimadas provocadas na Amazônia.

Os estados que tiveram aumento mais significativo no número de queimadas foram: Mato Grosso do Sul, com uma alta de 260% em relação a 2018; Rondônia, com 198%; Pará, com 188%; Acre, com 176%; e Rio de Janeiro, com 173%. Quando apenas o número de incêndios é levado em consideração, Mato Grosso fica no topo do ranking, com 13.641 focos – 19% do total nacional. As informações são do G1.

Até o dia 19 de agosto, 5.253 focos de queimadas foram detectados pelo sistema do Inpe no Brasil. Na Bolívia, no Peru e no Paraguai foram 1.618, 1.166 e 465, respectivamente. A fumaça fez, inclusive, com que o aeroporto internacional de Viru Viru, na Bolívia, fosse fechado no sábado (17) devido à baixa visibilidade.

De acordo com Alberto Setzer, pesquisador do Programa Queimadas do Inpe, a chegada da fumaça da região Norte ao Sudeste não é um fenômeno raro e um dos sinais é o pôr do sol mais avermelhado, porém em menor intensidade do que o registrado na segunda-feira. Ele explicou que o El Niño aumenta a estiagem, mas não gera queimadas, embora colabore para “espalhar o fogo”.

“Elas [queimadas] são todas de origem humana, umas propositais e outras acidentais, mas sempre pela ação humana. Para você ter queimada natural você precisa da existência de raios. Só que toda essa região do Brasil central, sul da Amazônia, está uma seca muito prolongada, tem lugares com quase três meses sem uma gota d’água”, disse Alberto Setzer.

“Não é a toa que o aeroporto lá na Bolívia fechou, que os hospitais estão lotados de gente com problemas de respiração”, explicou Setzer.

O Inpe registrou também um aumento de queimadas em Unidades de Conservação e Terras Indígenas, sendo 32 e 36, respectivamente.

O problema se estende a outros países. De acordo com a agência espacial americana (Nasa), mais de 2,7 milhões de hectares foram destruídos na Sibéria. Na Espanha, segundo o sistema de monitoramento Copernicus, apoiado pela agência espacial europeia (ESA), registrou-se a pior série de incêndios florestais em 20 anos.


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