CATIVEIRO

Imagens mostram animais vivendo sob condições insalubres em zoo da Tailândia

É possível ver elefantes atormentados sob intenso estresse psicológico, crocodilos nadando em meio ao lixo e tigres sendo alimentados por turistas com carnes espetadas em varas

Por Rafaela Damasceno

Imagens divulgadas mostram animais sob condições de maus-tratos e crueldade em um zoológico da Tailândia. Elefantes traumatizados podem ser vistos balançando a cabeça de um lado para o outro, um sinal de sofrimento psicológico, enquanto estão acorrentados ao chão; crocodilos nadam em piscinas sujas e cobertas de lixo; tigres agitados são alimentados por visitantes com carnes espetadas em uma vara.

Ativistas em defesa dos direitos animais estão pedindo para que agências de turismo parem de levar turistas à Fazenda e Zoológico de Crocodilos Samut Prakan. Nesta semana, a maior agência de reservar online da China, Ctrip, cortou parceria com o zoológico.

A National Geographic também investigou o local e descobriu um elefante de quatro anos, desnutrido, que não conseguia ficar de pé e tinha um grande ferimento em um lado da cabeça.

As patas de um elefante. Uma delas está acorrentada ao cão
Foto: Viral Press

Um tigre, chamado Khai Khem, também foi encontrado sob condições de negligência. Ele possuía um abcesso dental – acúmulo de pus devido a infecção bacteriana – tão grave que estava perdendo sua mandíbula.

O proprietário do zoológico, Uthen Youngprapakorn, afirmou que os animais ainda estarem vivos é a prova de que estão sendo bem tratados. Ele ainda ameaçou processar quem dissesse o contrário.

As denúncias contra o zoológico não são recentes. Em dezembro do ano passado, filmagens mostraram um elefante desnutrido sendo forçado a realizar truques em frente aos turistas.

O crocodilo saindo do lado coberto de folhas
Foto: Viral Press

“Os funcionários do zoológico espetavam elefantes com pontas afiadas de metal e os forçaram a realizar passeios e fazer truques com boliche, pintura e dança”, afirmou a PETA.

A ONG também declarou que os elefantes não podiam interagir entre si e oscilavam para frente e para trás, sinônimo de intenso estresse psicológico.

Apesar da crescente pressão popular para que o local feche, ele ainda continua funcionando normalmente, mesmo com os animais vivendo sob condições insalubres.


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