Nações sul-africanas ameaçam abandonar pacto global de proteção à vida selvagem


Um rinoceronte branco no parque nacional de Etosha, Namíbia. Foto: Arterra/Getty Images
Um rinoceronte branco no parque nacional de Etosha, Namíbia. Foto: Arterra/Getty Images

A Namíbia ameaçou liderar nações do sul da África, lar da maior parte dos rinocerontes e elefantes do mundo, a sair da CITES, uma convenção global que regula o comércio de plantas e animais silvestres e seus produtos.

O país do sudoeste da África se enfureceu depois de perder uma tentativa de afrouxar os controles sobre os produtos (partes) de sua população de rinocerontes brancos, que conta com mais de mil animais ameaçados de extinção. A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) que está reunida em Genebra, na Suíça (de 17 a 28 de agosto), decidiu manter restrições ao comércio das partes dos animais.

“Existem países que mantêm pontos de vista que não são baseados em ciência. Em vez de aplicar a ciência, eles estão apenas politizando todo o assunto”, disse Pohamba Shifeta, ministro do Meio Ambiente da Namíbia, aos jornalistas em Genebra. “Como região da Comunidade de Desenvolvimento da África do Sul, a região com a maior população de espécies de rinocerontes, reconsideraremos a permanência na CITES, se for o caso. Nós vamos ter uma reunião e vamos fazer uma declaração.”

A SADC (Southern African Development Community) tem 16 estados membros, incluindo a Namíbia, a África do Sul, o Botsuana, a Tanzânia e a República Democrática do Congo.

Os países do sul da África, geralmente considerados como tendo os melhores programas de conservação no continente, ficaram irritados com as decisões tomadas na CITES este ano. As nações membros da convenção internacional se recusaram a facilitar o controle sobre o marfim de elefantes para permitir que várias nações vendam seus estoques e proibiu a exportação de elefantes selvagens fora do alcance onde eles ocorrem naturalmente depois que o Zimbábue vendeu animais para zoológicos na China e outros países.

A Namíbia queria também que sua população de rinocerontes brancos fosse rebaixada para o Apêndice II, que afirma que, diferentemente do Apêndice I, os animais não estão ameaçados de extinção, mas o comércio precisa ser limitado para manter suas populações sustentáveis. O uso do chifre de rinoceronte como uma suposta cura para o câncer no leste da Ásia levou a um surto de caça na África do Sul e em outros países e a uma proibição mundial do comércio. Um comércio ilegal floresce continuamente entretanto.

Kitso Mokaila, ministro do Meio Ambiente de Botswana, disse na mesma conferência de imprensa que os argumentos na CITES foram motivados por emoções e o impacto que a vida selvagem teve sobre os africanos que vivem nas zonas rurais não foi levado em consideração.

“Se a CITES realmente não nos ajuda a conservar nossos animais selvagens, mas frustra aqueles que estão tentando fazer o bem, acho que não há necessidade de permanecermos na conferência”, disse Shifeta.

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