Proposta para liberar o comércio de chifres de rinocerontes é rejeitada na CITES


Foto: Joel Sartore/NatGeo
Foto: Joel Sartore/NatGeo

Os países membros votaram contra a redução das proteções para os rinocerontes brancos do sul na 18ª Conferência da CITES, o Tratado de Comércio de Vida Selvagem, que está acontecendo em Genebra, na Suíça.

O comércio internacional de partes de rinocerontes foi proibido desde 1977, mas na conferência deste ano, Eswatini (antiga Suazilândia) e a Namíbia propuseram a flexibilização de restrições para seus respectivos países. A votação ainda precisa ser finalizada na sessão plenária no final, quando todas as propostas de mudança de apêndice aprovadas em comitê forem adotadas oficialmente.

“Fiquei encorajado e aliviado ao ver os países membros rejeitarem a proposta que pedia a legalização do comércio internacional de chifre de rinoceronte”, diz Taylor Tench, analista de política de vida silvestre da Environmental Investigation Agency (EIA).

“As populações de rinocerontes permanecem sob imensa pressão da caça e do comércio ilegal, e a legalização do comércio de chifre de rinoceronte teria sido desastrosa para as populações de rinocerontes remanescentes no mundo. Agora simplesmente não é hora de enfraquecer as proteções para rinocerontes”.

Outros países, incluindo o Quênia e a Nigéria, temem que a legalização do comércio prejudique a sobrevivência dos rinocerontes selvagens da África.

“A humanidade pode muito bem viver sem fazer uso do chifre de rinoceronte”, disse um representante do Quênia durante o debate. “Ele não é remédio”.

Centenas de rinocerontes são caçados todos os anos – uma média de cerca de três por dia, segundo Tench – principalmente por seus chifres. Feitos de queratina (a mesma proteína que compõe nossos cabelos e unhas), o chifre de rinoceronte é frequentemente usado como uma cura para todos na medicina tradicional na China, no Vietnã e em outros lugares da Ásia. Como os rinocerontes-brancos-meridionais são mais abundantes e vivem em habitats mais abertos, eles suportaram o peso da caça, diz Tench.

Previsto para ser extinto no final de 1800, o rinoceronte branco do sul é classificado hoje como quase ameaçado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que determina o estado de conservação das espécies. Há cerca de 18 mil em áreas protegidas e reservas de caça privadas hoje, quase todas na África do Sul, de acordo com a IUCN. Os rinocerontes-negros são classificados como criticamente ameaçados, restando apenas cerca de 5 mil no mundo. Eles são encontrados principalmente na Namíbia, África do Sul, Tanzânia e Quênia.

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