Bolsonaro diz que pode aceitar ajuda do G7 se Macron se desculpar por “insultos”


O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (27) que pode aceitar a ajuda emergencial oferecida pelo G7 ao Brasil, no valor de 20 milhões de euros, para combate às queimadas na Amazônia, se o presidente da França, Emmanuel Macron, retirar a ideia de que a internacionalização da Amazônia “está em aberto” e pedir desculpas pelas declarações que fez a respeito de Bolsonaro, as quais o presidente brasileiro classifica como “insultos”.

(Adriano Machado/Reuters)

“Primeiramente, o seu Macron tem que retirar os insultos que fez a minha pessoa. Ele me chamou de mentiroso. E, depois, informaram, que a nossa soberania está em aberto na Amazônia. Para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas palavras e daí a gente pode conversar”, declarou Bolsonaro. “Primeiro, ele retira. Depois, oferece ajuda. Daí eu respondo”, reforçou. As informações são da revista Exame.

Sobre ser chamado de mentiroso, Bolsonaro se refere à situação em que Macron o acusou de mentir ao assumir compromissos em defesa do meio ambiente durante cúpula do G20 no Japão. A alegação do presidente francês, porém, é respaldada pelas ações e propostas do presidente, que visam atacar a agenda ambiental – como corte de recursos do Ministério do Meio Ambiente (inclusive para o combate a queimadas), aparelhamento de órgãos ambientais com a nomeação de militares para os cargos, criação de órgão para perdoar multas ambientais, assinatura de medida provisória que inclui autorização para desmatamento em caso de demora no licenciamento ambiental, entre outras questões.

Bolsonaro questionou ainda um anúncio oficial feito pelo próprio Palácio do Planalto sobre a decisão de recusar a ajuda do G7 ao Brasil. “Eu falei isso? Eu falei? O presidente Bolsonaro falou?” reagiu. Após jornalistas perguntarem se ele cogita aceitar os 20 milhões de euros, o presidente disse que a imprensa “vai ter uma surpresa hoje” após a reunião com governadores da região amazônica no Palácio do Planalto. “Tudo tem um preço. Eu disse há poucas semanas que estavam comprando à prestação a Amazônia. Vocês vão ter a resposta”, disse.

Ofensa à primeira-dama francesa

Dentre as questões que motivam o desentendimento entre Bolsonaro e Macron está um posicionamento do presidente brasileiro que levou a imprensa francesa a acusá-lo de sexismo.

Emmanuel Macron e Brigitte (Foto: Getty Images)

No último final de semana, Bolsonaro zombou a esposa de Macron após um seguidor de sua página no Facebook postar fotos dos chefes de Estado com suas primeiras-damas, afirmando que o presidente da França teria inveja de Bolsonaro porque a esposa de Macron é 24 anos mais velha do que ele, enquanto Michelle Bolsonaro é mais nova que o presidente brasileiro. “Não humilha cara. Kkkkkkk”, escreveu Bolsonaro ao responder o seguidor.

Ao ser questionado nesta terça-feira (27) por jornalistas sobre a possibilidade de pedir desculpas à primeira-dama francesa, especialmente por estar exigindo desculpas de Macron, Bolsonaro deu uma rápida resposta, desviando da pergunta, e encerrou a conversa com os repórteres.

O presidente alegou que não publicou a foto que zombava de Brigitte e que pediu para o responsável não “falar besteira”.

“Eu não coloquei aquela foto, alguém que colocou a foto lá e eu falei para não falar besteira. Não queiram falar da questão familiar porque na questão familiar, pessoal, eu não me meto. Sempre respeito o cara para não entrar nessa área”, disse. “Se continuar pergunta desse padrão vai acabar a entrevista. Meu comentário era para não insistir nesse tipo de postagem. Realmente, o jornalismo, vocês não merecem consideração”, completou.


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