CITES vota propostas de proteção mais rígidas para cinco espécies ameaçadas de extinção


Foto: Tiger Reserve Pilibhit/Reprodução
Foto: Tiger Reserve Pilibhit/Reprodução

A cúpula trienal da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (Cites), esta acontecendo esse mês de 17 a 28 de agosto, em Genebra, na Suíça, abordará as disputas sobre a conservação de grandes animais, como elefantes e rinocerontes, além de reprimir a exploração de espécies não muito conhecidas, mas vitais, como pepinos do mar, que limpam o fundo dos oceanos.

A destruição da natureza reduziu as populações de animais selvagens em 60% desde 1970 e as extinções de plantas estão ocorrendo a uma taxa “assustadora”, segundo os cientistas. Em maio, os principais pesquisadores do mundo alertaram que a humanidade estava em perigo com o declínio acelerado dos sistemas naturais de suporte à vida do planeta, que fornecem comida, ar limpo e água dos quais a sociedade depende.
Conheça cinco espécies que possuem propostas de proteções mais rígidas a serem votadas na convenção:

Elefante africano

Uma manada de elefantes africanos no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue. Foto: Paula French/Getty Images/iStockphoto
Manada de elefantes africanos no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue. Foto: Paula French/Getty Images/iStockphoto

Os elefantes africanos desempenham um papel fundamental na manutenção de solos e paisagens, dispersando sementes e fornecendo a outras espécies acesso à água. Embora várias populações já recebam proteção do comércio, as de Botsuana, Namíbia, África do Sul e Zimbábue estão atualmente excluídas do apêndice de proteção da Conferência sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) I, que oferece o maior nível de proteção. A conferência deste mês deve votar para que todos os elefantes africanos sejam adicionados à lista.

Lontra-sul-indiana

Lontra-sul-indiana em Singapura | Foto: Tim Plowden/REX/Shutterstock
Lontra-sul-indiana em Singapura | Foto: Tim Plowden/REX/Shutterstock

Anteriormente comum nos pântanos do sul e do sudeste da Ásia, a população de lontras-sul-indianas diminuiu em mais de 30% nas últimas três décadas e agora está em extinção. As lontras são importantes indicadores da saúde dos ambientes aquáticos; no entanto, a perda de habitat, o contato com pessoas e a pesca, somados ao comércio de animais domésticos e o comércio internacional de peles de lontra colocaram as espécies em risco.

Lagarto-de-nariz-saliente

Lagarto-de-nariz-saliente | Foto: Malcolm Schuyl/Alamy
Lagarto-de-nariz-saliente | Foto: Malcolm Schuyl/Alamy

Considerado o lagarto mais belo do Sri Lanka, o lagarto-de-nariz-saliente é classificado como vulnerável na lista vermelha do país. O Sri Lanka já proíbe sua caça, captura ou exportação, mas o lagarto tornou-se cada vez mais popular nos mercados de animais japoneses, europeus e americanos.

Tartaruga-panqueca

Tartaruga-panqueca | Foto: Wrangel/Getty Images/iStockphoto
Tartaruga-panqueca | Foto: Wrangel/Getty Images/iStockphoto

Esta tartaruga está em alto risco de extinção em virtude de seu habitat extremamente rígido e populações fragmentadas. Os colecionadores comerciais as valorizam particularmente por suas conchas planas e flexíveis. É relatado que mais de 40 mil animais vivos foram exportados nos últimos 20 anos.

Borboleta-rabo-de-andorinha

Borboleta-rabo-de-andorinha | Foto: Jimn/Getty Images/iStockphoto
Borboleta-rabo-de-andorinha | Foto: Jimn/Getty Images/iStockphoto

Como importantes polinizadores de plantas ribeirinhas, a categorização do Brasil dessa borboleta como criticamente ameaçada é motivo de preocupação. O comércio ilegal é a principal razão para o declínio da população. A inclusão no apêndice I reduziria a pressão sobre esta espécie.

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