Peixes são amarrados e mantidos em sofrimento em peixarias


Ativistas em defesa dos direitos animais estão pedindo o fim de uma prática de séculos em Taiwan – que amarra peixes vivos em forma de lua crescente nas peixarias. Os ativistas alegam que o costume é uma forma de tortura e viola os padrões de bem-estar animal.

Alguns peixes amarrados e presos em um balde
Foto: Jo-Anne McArthur

Em Taiwan, acredita-se que os peixes ficam mais frescos se amarrados em curva e borrifados com água para continuarem vivos até serem comprados – o que pode durar dez horas. Segundo Wu Hung, da Sociedade do Meio Ambiente e Animais de Taiwan, nas comunidades chinesas os peixes são considerados frescos apenas quando foram mortos recentemente.

Os peixes amarrados em curva e expostos em uma peixaria
Foto: Jo-Anne McArthur

“Esse é o motivo que leva os fornecedores a manterem os peixes vivos até o momento da venda. Mas os peixes são seres sencientes, portanto, não devem ser tratados com crueldade”, afirmou Wu Hung.

Jo-Anne McAthur, fotojornalista canadense, documentou o processo de amarrar os peixes. Os fornecedores abrem as brânquias dos animais para aumentar o fluxo de ar, então perfuram as bocas dos peixes com uma vara afiada. Um fio é passado no buraco e um nó é feito; depois, o animal é dobrado e outro nó é feito em sua cauda, para que ele não possa se mover.

São três fotos documentando o processo de durar e amarrar os peixes
Foto: Jo-Anne McArthur

A prática força os peixes a abrirem as brânquias e as bocas, aumentando a absorção de oxigênio e prolongando sua morte. Os fornecedores também borrifam água para manter as guelras e as peles úmidas, mantendo os animais vivos e em sofrimento.

“Os peixes são negligenciados quando se trata do bem-estar animal”, lamentou Krzysztof Wojtas, chefe da política de pesca do grupo pelos direitos animais Compassion in World Farming (CIWF).

Vários peixes imóveis e amarrados em u balde, ao lado de uma mancha de sangue no chão
Foto: Jo-Anne McArthur

“Todas as evidências científicas comprovam que a pesca não traz apenas dor para os animais, mas angústia também. Sabemos que eles são extremamente inteligentes, possuem comportamentos sociais complexos – alguns podem até mesmo usar ferramentas”, explicou Wojtas.

Apesar de serem sencientes, os peixes continuam sendo vítimas da pesca e, na maioria das vezes, são deixados para morrer sufocados.

Segundo Chih-Yang, professor da National Taiwan Ocean University, o conceito de bem-estar animal começou tarde na Ásia. “Precisamos de mais informação, conhecimento, tecnologia e treinamento para que o bem-estar possa ser implantado”, declarou, em entrevista ao The Guardian.


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