Grupo de 14 ursos famintos entra em vilarejo russo em pleno verão procurando comida


Foto: The Siberian Times
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Num movimento nunca antes visto nesse número de animais selvagens em conjunto, um grupo de ursos pardos famintos foi visto procurando comida perto da remota aldeia de Takhtoyamsk, no Mar de Okhotsk, no extremo leste da Rússia.

Tendo seus habitats invadidos e diminuídos com a presença humana os animais procuram por alimento nos vilarejos mais próximos, atraídos pelo odor e movimento.

Os moradores receberam orientações de autoridades russas que alertam que os ursos, que estão comendo os restos do processamento de peixes, e como são animais selvagens não devem ser incomodados ou confrontados.

Os 289 moradores de Takhtoyamsk – uma vila de pescadores e renas – foram advertidos a tomar muito cuidado ao se movimentar para não correr o risco de assustar os ursos que podem se assustar e querer se defender, um instinto natural.

Animais não atacam a menos que provocados ou em defesa própria.

Os ursos enfrentaram uma série de confrontos com os russos nos últimos meses, onde os animais acabam sendo mortos ou feridos, inclusive na vizinha região de Kamchatka, onde cerca de 62 ursos pardos foram mortos por humanos.

Embora as autoridades tenham alertado sobre a presença dos animais que estão acessando os lixos na cidade em busca de comida, muitas pessoas se deparam com os animais pelas ruas que assustados acabam atacando ao se sentir ameaçados ou para defender sua comida.

Um dos ursos foi visto andando casualmente pelas ruas no centro da capital regional Magadan.

Foto: The Siberian Times
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“Mesmo os moradores mais antigos não se lembram de terem visto algo como isso, ursos caminhando pelo centro da cidade”, disse Vadim Uzhvenko, da campanha Animal Welfare.

“Esta é uma situação extraordinária.”

Só na semana passada ocorreram confrontos fatais nas regiões de Kamchatka e Khabarovsk, no extremo oriente russo.

Ao se sentirem acuados ou famintos, e já estando em um território diferente, os animais tendem a ficar em alerta e na defensiva, esse é um instinto presente em todas as espécies, não apenas nos ursos pardos.

O governador de Kamchatka, Vladimir Ilyukhin, defendeu sua decisão de aprovar a morte de 62 ursos afirmando que estava “agindo em defesa da vida humana”.

Foto: The Siberian Times
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“É claro que, se a vida humana está em perigo, todas as medidas necessárias são tomadas para afastar o animal do acampamento ou matá-lo”, disse ele.

Não menos valiosa que a humana a vida do animal que apenas buscava saciar sua fome, termina de forma trágica.

Mas um urso foi filmado correndo à noite pelo centro da cidade principal na região do governador, Petropavlovsk-Kamchatsky.

Relatórios em várias regiões russas disseram que nunca testemunharam tantos ursos buscando comida em assentamentos e por consequência entrando em confronto com pessoas.

Um motivo é o medo de serem incêndios incontroláveis destruindo o habitat natural dos ursos ao longo de dezenas de milhares de quilômetros quadrados no leste da Rússia.

Foto: The Siberian Times
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Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 


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