Estudo revela que humanos transmitiram doença para tatus


Por David Arioch

Tatus vivem no Cerrado, Caatinga e em florestas, incluindo a Amazônia | Foto: Pixabay

Normalmente quem realiza uma rápida pesquisa sobre os tatus logo se depara com informações que apontam esses animais típicos do Brasil como “reservatórios de hanseníase, leishmaniose e doença de Chagas”.

Embora isso seja verdade, um estudo publicado no final de junho na revista PLoS Neglected Tropical Diseases revela que os humanos transmitiram a hanseníase para os tatus e que agora “eles a estão devolvendo”. Mas normalmente uma pessoa só corre o risco de contraí-la se caçar ou consumir a carne do animal.

A conclusão é resultado de avaliações feitas por pesquisadores, sob a liderança do imunologista John Spencer, da Universidade Estadual do Colorado (EUA). Eles apontam uma estimativa de que 62% dos tatus-galinhas do estado do Pará apresentam sinais de exposição à bactéria causadora da hanseníase.

No Brasil, onde são registrados até 25 mil casos de hanseníase por ano, Spencer defende que esse número pode estar abaixo da realidade. E quem disseminou a doença pelo país não foram os tatus, mas sim os colonizadores que vieram da Europa para o Brasil, aponta o estudo.

Já os primeiros indícios de tatus como hospedeiros da bactéria Mycobacterium leprae, transmissora da hanseníase, surgiram séculos depois, na década de 1970, e após contato com seres humanos; o que significa que se hoje esses animais “são reservatórios de doenças”, isto é consequência da intervenção humana.

Saiba mais

Segundo o estudo “Evidence of zoonotic leprosy in Pará, Brazilian Amazon, and risks associated with human contact or consumption of armadillos”, publicado na revista PLoS Neglected Tropical Diseases, até 65% das pessoas que vivem em algumas regiões do Pará comem tatu pelo menos uma vez ao ano.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

TURQUIA

AMOR

ASFIXIA

ATO DE AMOR

GENEROSIDADE

MOÇAMBIQUE

ÍNDIA

MINAS GERAIS

ESTUDO


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>