Número de rinocerontes aumenta na Tanzânia após repressão à caça


Por Rafaela Damasceno

A Tanzânia foi descrita em 2015 como o “ponto zero” da crise da caça, com apenas 15 rinocerontes presentes em todo o seu território. Ao assumir o poder, o presidente John Magufuli adotou uma linha dura no combate do crime da caça, estimulando as autoridades a prender todos os envolvidos no tráfico de animais. Nos últimos quatro anos, a população de rinocerontes no país cresceu já em 1.000%.

Um rinoceronte andando ao lado de seu filhote
Foto: Wild for Life

Os elefantes, que costumam ser assassinados para alimentar o comércio do marfim, também se reproduziram consideravelmente. A população aumentou quase metade em cinco anos, fato que o governo da Tanzânia também atribuiu ao combate da caça.

Em 2015 havia apenas 15 rinocerontes em todo o país. Atualmente são 167. Entre 2009 e 2014, o número de elefantes despencou 60% (de 110.000 para 43.000), mas hoje há mais de 60.000, segundo as autoridades.

Desde que o combate teve início, diversas pessoas foram presas. Alguns meses após o presidente assumir o poder, quatro chineses foram condenados a 20 anos de prisão após serem detidos na fronteira da Tanzânia com o Mauí, contrabandeando chifres de rinoceronte. Em fevereiro deste ano, uma empresa chinesa (apelidada de “Rainha do Marfim”), recebeu a sentença de 15 anos de prisão na Tanzânia por contrabandear mais de 350 presas de elefantes para a Ásia.

As autoridades afirmam que o número de animais cresceu devido a uma força-tarefa especial, criada em 2016 apenas para combater a caça de animais selvagens. Mark Jones, diretor de política e caridade da vida selvagem da Born Free Foundation, discorda. “Devemos ver esses números com cautela até que haja uma verificação independente. Não é possível que isso tenha acontecido por meio de proteção e reprodução apenas”, afirmou, em entrevista ao Independent.

Mark diz que rinocerontes e elefantes se reproduzem muito devagar, portanto, acredita que eles foram importados para o país. Mesmo assim, enxerga o crescimento da população dos animais como algo positivo.

O comércio de marfim é um problema que muitas pessoas desconhecem com totalidade. Pesquisas apontam que até mesmo alguns compradores acreditavam que as presas e chifres, de onde o marfim vem, cresciam de volta nos animais.

O preço do marfim diminuiu quando a China, a principal compradora, tornou o comércio ilegal. Mas o negócio ainda é lucrativo no Japão, Hong Kong, União Europeia e outros lugares do mundo.

Apesar de tudo, o combate à caça e o reforço de segurança em áreas protegidas, que deveriam ser seguras para os animais, é a melhor solução para proteger as vidas selvagens antes que elas cheguem à extinção.


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