Namíbia vai leiloar mais de mil animais selvagens para fazendas de caça


Foto: Pixabay
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A Namíbia está vendendo cerca de mil animais selvagens que vivem em seus parques nacionais, enquanto o país do sudoeste da África luta desesperadamente contra a seca.

Mais uma vez classificados como produtos, os animais tem suas vidas precificadas e seus destinos selados de forma covarde e ambiciosa.

O governo da nação africana espera que as fazendas que criam de animais para caça de troféus comprem os animais, mesmo sabendo que os fazendeiros criam animais para caçar.

Stanley Simataa, ministro da Informação da Namíbia, disse que o Ministério do Meio Ambiente sugeriu a venda para reduzir a quantidade de vida selvagem nos parques, que estavam lutando com a seca.

A atual seca da Namíbia é a segunda em três anos e é tão severa que Hage Geingob, o presidente do país, declarou estado de emergência em maio de 2019.

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Autoridades disseram que os parques nacionais não são capazes de fornecer condições adequadas de alimentação para os animais.

A condição de pastoreio (alimento) na maioria dos nossos parques é extremamente pobre e se não reduzirmos o número de animais, isso levará à perda de vidas devido à fome”, disse Romeo Muyunda, de acordo com a AFP.

Simataa disse que entre 500 e 600 búfalos seriam vendidos do Waterberg Plateau Park e 150 gazelas seriam vendidas nos parques de caça Hardap e Naute, segundo o jornal The Namibian.

O governo vai vender os animais em leilão e espera que eles sejam comprados por produtores de caça, já que o grupo tem instalações para cuidar de animais silvestres.

“Dado que este é um ano seco, o ministério gostaria de vender vários tipos de espécies de caça de várias áreas protegidas para preservar o pastoreio, e para gerar fundos muito necessários para parques e gestão da vida selvagem”, disse Muyunda.

A Namíbia também planeja vender 65 órix, 28 elefantes e 20 impalas, além de 35 elandos, 16 gnus, 60 girafas e 16 kudus.

Autoridades esperam levantar 1,1 milhão de dólares com a venda dos animais.

O país é o lar de algumas das maiores populações remanescentes de elefantes e rinocerontes negros do mundo.

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