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Tailândia vai permitir o comércio de elefantes para países estrangeiros

Ativistas criticaram a decisão, dizendo que o risco de extinção dos elefantes é crítico e qualquer decisão tomada em relação ao seu futuro deve ser considerada com apoio total público e científico.

Foto: WWF-Malaysia
Foto: WWF-Malaysia

O governo tailandês acaba de anunciar que permitirá o comércio de elefantes para outros países, segundo Lek Chailert, fundador da Save Elephant Foundation.

De acordo com Chailert, a decisão também incluirá o envio de partes de corpos de elefantes, como marfim, com permissão concedida a partir de 23 de junho deste ano.

Ela descreveu o movimento como uma “tragédia muito grave”, dizendo que essa medida coloca em risco o “bem-estar dos elefantes selvagens e cativos”.

Regulamento estrito

De acordo com reportagens locais, o Departamento Nacional de Parques Naturais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas da Tailândia (DNP) acredita que a nova regulamentação será rigorosa o suficiente para evitar o abuso potencial de traficantes de animais selvagens.

“Elefantes e produtos relacionados a elefantes só podem ser exportados para pesquisa, fins diplomáticos ou para intercâmbio entre institutos acadêmicos e museus”, disse Adul Chotinisakorn, diretor-geral do Departamento de Comércio Exterior.

“Elaboramos cuidadosamente este regulamento em estreita consulta com agências relacionadas e podemos assegurar que os elefantes tailandeses exportados serão bem cuidados por especialistas em um bom ambiente quando estiverem no exterior.

“Estamos conscientes de que o envio de elefantes tailandeses ou produtos de elefantes para outros países é uma questão muito sensível, por isso vamos garantir que as decisões nesta matéria serão cuidadosamente consideradas, sendo o interesse nacional a principal prioridade”.

Tomada de atitude

Mas Chailert está pedindo às pessoas que tomem medidas e se movimentem contra a decisão, que ela diz que coloca os animais em risco. “Eu estou pedindo a todos aqueles ao redor do mundo que amam os elefantes, que por favor, fiquem ao meu lado, e escrevam para o consulado tailandês em seu país, e para o link abaixo, pedindo ao governo para rever esta decisão, segundo o aconselhamento daqueles que trabalham para a conservação das espécies”, disse ela na mídia social.

“Esta visão míope não é defensável. Peço a todos que ajudem-me a lutar pelos direitos do elefante tailandês. Devemos parar o tráfico. Na Tailândia há cerca de 4 mil elefantes trabalhando em cativeiro, e apenas pouco mais de mil permanecem na natureza. Em 1986, o elefante asiático tornou-se uma espécie em extinção A passagem do tempo não lhes fez nenhum favor”.

“O risco de extinção é crítico. Qualquer decisão tomada em relação ao seu futuro deve ser considerada com total escrutínio público e científico. Devemos estar vigilantes em seu nome, até que permaneçam salvaguardados ou até que não haja mais nenhum”.

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