Preocupações com o bem-estar animal têm impacto de mais de 3 bilhões de dólares na indústria de carne


Foto: Livekindly/Foto
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Com um ativismo jovem, corajoso, ousado e incansável o movimento em defesa dos direitos animais e o veganismo crescem e se espalham cada vez mais e ao contrário do que a indústria de carne imaginava, não vão desaparecer com o tempo ou se intimidar, na contramão disso, ele cresce cada dia mais e quem se intimida são os criadores e exploradores de animais.

Na outra ponta do debate, Jacqueline Baptista, gerente de envolvimento comunitário na Meat and Livestock Australia (MLA), falou em uma recente reunião da Federação de Fazendeiros de Victoria, em Darnum, Victoria (Austrália), sobre “desafiar o crescente movimento vegano”, informa a ABC. Baptista conversou com mais de 30 produtores de carne, laticínios e ovelhas no encontro.

A agropecuária – atualmente avaliada em 15 bilhões de dólares – deverá sofrer uma perda de 3,8 bilhões até 2030, e 84% dela é resultado do fato dos produtores não se adaptarem às mudanças que tem ocorrido nas atitudes dos consumidores envolvendo o bem-estar animal, disse ela.

“Não podemos mudar o que as pessoas escolhem para comer, se preferem comer legumes, ou vegetais, carne vermelha ou não – essa é a escolha individual de cada um e respeitamos isso”, disse Baptista.

“Na verdade, temos um problema com o comportamento e as campanhas dos ativistas”, disse ela. “Invasões agrícolas são obviamente um problema sério para nós”.

Ativistas realizaram invasões em fazendas e protestos pacíficos em toda a Austrália para conscientizar as pessoas sobre a crueldade envolvida nas indústrias de carne, laticínios e ovos.

Foto: Livekindly/Foto
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Muitos desses protestos encorajam o público a assistir “Dominion”, um documentário que investiga o “lado negro da criação de animais industrial” através do uso de câmeras escondidas e drones aéreos.

Baptista observou que a MLA, uma autoridade pública que fornece pesquisas para o mercado de carne do país, quer “proteger nossos produtores”.

Ela afirmou que as questões subjacentes aos protestos não desapareceriam. “Passamos décadas pensando que essa ameaça desapareceria, ou mudaria, ou seria apenas uma espécie de grupo ativista de esquerda que sumiria magicamente e lidamos com isso de maneiras diferentes”, disse ela.

“Um deles foi ignorá-los e esperar que eles fossem embora, outra tática foi agressiva ou defensiva – nenhuma dessas atitudes realmente funcionou muito bem para nós como indústria”, disse Baptista.

Ela incentivou a indústria a ser mais transparente sobre suas práticas e encontrar “o método de entrega que as pessoas querem”.

Em um comunicado, a ONG Animal Liberation Victoria, um grupo independente e sem fins lucrativos de direitos animais, disse que “ficaria feliz em ver a indústria se abrir sobre suas práticas”, mas afirmou que “a trajetória do movimento vegano” não está diminuindo.

“O movimento dos direitos animais é jovem e só está ficando cada dia mais forte”, disse ela.

Animal Liberation Victoria acrescentou: “Com a disponibilidade cada vez maior de proteína de carne vegetal, que o próprio MLA reconhece que ‘é cada vez mais semelhante à carne’, na aparência, sabor e até mesmo cheiro” – bem como a crescente consciência de questões éticas na pecuária, e a destruição causada ao nosso meio ambiente, o movimento, sem dúvida, continuará a crescer ”.


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