Macacos usam linguagem especialmente desenvolvida para avisar uns aos outros da presença de drones


Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução
Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

Cientistas descobriram que os macacos tenham desenvolvido uma linguagem em seus cérebros para criar um alerta para drones artificiais.

Na natureza, os macacos-verdes da África Ocidental têm duas chamadas de aviso próprias, para cobras e leopardos.

Quando eles ouvem a chamada de advertência da cobra, eles ficam imóveis, parados sobre suas pernas para evitar serem mordidos, enquanto que a chamada de alerta do leopardo os faz escalar uma árvore para que eles não sejam pegos.

No entanto, os macacos têm espontaneamente uma terceira chamada, para os drones, apesar de nunca os terem visto antes.

Os macacos-verdes não têm um chamado específico para alertar sobre os predadores aéreos porque não se pensa que as aves de rapina os ataquem.

Mas o chamado que eles criaram para os drones é surpreendentemente parecido com o som de alerta usado pelos macacos-vervet, quando eles estão sob ameaça de ataque de águias.

Os cientistas dizem que isso mostra que a linguagem primitiva é “hard-wired” (especialmente desenvolvida) em cérebros de macacos, disponível para ser usada assim que eles precisarem.

A professora Julia Fischer, autora sênior do estudo do Centro Alemão de Primatas, disse: “Os animais rapidamente aprenderam o que significam os sons antes desconhecidos e lembravam essas informações, fazendo conexões”.

“Isso mostra sua capacidade de aprendizagem auditiva”. Pesquisadores soltaram drones voadores para observar macacos-verdes da África Ocidental que vivem no Senegal, a uma altura de 60 metros, ou quase 200 pés.

Enquanto os drones circulavam acima deles, os animais produziam sons de alerta, escaneando o céu e correndo para se proteger, assim como macacos-vervet quando as águias estão no alto.

Incrivelmente, depois de ouvir um drone no céu apenas uma a três vezes, os macacos lembraram-se da ameaça quase três semanas depois.

Quando os pesquisadores colocaram o som gravado do zumbido de um drone, próximo a cinco macacos-verdes, 19 dias depois em média, quatro olharam para o céu para tentar encontrar o drone. Três dos cinco fugiram com medo.

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução
Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

O mesmo resultado não foi visto para sons semelhantes tocados próximos dos macacos, incluindo abelhas zumbindo, cigarras de alta frequência e geradores.

Isso pode explicar por que os macacos que nascem em zoos, e não crescem com outros de sua espécie, ainda podem produzir os sons típicos de suas espécies.

Os macacos, vistos com drones, têm uma capacidade inerente de produzir sons que nunca ouviram antes em situações em que eles são necessárias.

O estudo, publicado na revista Nature Ecology & Evolution, comparou as advertências dos macacos-verdes da África Ocidental com os macacos-vervet da África Oriental, geralmente encontrados no Quênia, Botswana e África do Sul.

Os pesquisadores descobriram que os alarmes dos drones feitos pelos macacos podiam ser facilmente reconhecidos, soando totalmente diferentes dos sons que os macacos-verdes faziam quando confrontados com predadores no chão, como leopardos e leões, ou pitons e outras cobras venenosas.

A chamada do “predador aéreo” foi corretamente identificada pelos cientistas até 95% do tempo.

O estudo conclui: “Em resposta ao drone, os animais produziram sons e avisos claramente discerníveis e um número de macacos correu para se esconder e se proteger.

“Além disso, percebemos que os animais detectaram rapidamente o som do drone e começaram a dar uma olhada antes mesmo de o drone se tornar visível”.


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