Governo do Zimbábue autoriza caça a búfalos com arco e flecha


A caça a búfalos com arco e flecha, para suprir a crescente demanda da busca cruel por entretenimento humano a partir do sofrimento e da morte desses animais, foi autorizada por autoridades do Zimbábue, na África, conforme informou no último sábado (25) um funcionário da administração de parques naturais.

AFP

“Como parte da diversificação dos nossos produtos, incluímos a caça com arco e flecha para atrair pessoas ao Zimbábue”, indicou à AFP o porta-voz da administração de parques e fauna silvestre, Tinashe Farawo, demonstrando descaso com os animais, que são objetificados no país para serem explorados para entreter humanos através da caça. As informações são do portal IstoÉ.

A procura de pessoas ricas pela caça tem aumentado cada vez mais. Recentemente, Botsuana, também na África, liberou a caça a elefantes, que estava proibida há cinco anos. Ambientalistas protestaram contra o argumento do pais de que a medida irá ajudar a atrair dinheiro para países pobres e levará a uma melhor administração de reservas nturais.

“O que estamos fazendo é captar este mercado para termos uma receita maior, investirmos mais na proteção da fauna, melhorar nossa economia e criar mais empregos”, explicou Farawo, ignorando o fato de que o país está passando por cima dos direitos animais ao liberar que elefantes sejam mortos.

No Zimbábue, centenas de milhares de búfalos atraem caçadores dos Estados Unidos, da Europa e da África do Sul, que têm interesse em matá-los. No começo do mês, o governo anunciou ter vendido aproximadamente 100 elefantes a China e a Dubai por 2,7 milhões de dólares. A comercialização dos animais foi feita nos últimos seis anos. O país alegou ter os vendido devido a uma superpopulação nos parques nacionais e ao confronto existente entre eles e os humanos, quando os elefantes entram em assentamentos e plantações.

Vendidos a preços que variam entre 13.500 e 41.500 dólares cada, 93 elefantes foram enviados, segundo a publicação “The Chronicle”, para parques da China e outros quatro para Dubai, entre 2012 e 2018.


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