Condomínio começa a matar capivaras e ambientalistas tentam salvar animais em Itatiba (SP)


O Condomínio Ville de Chamonix, em Itatiba, no interior de São Paulo, contratou uma empresa ambiental para matar as capivaras que vivem no local. O síndico do empreendimento, José Augusto, disse que três capivaras já foam mortas. No entanto, o presidente da ONG União Protetora dos Animais, César Rocha, afirmou que foram quatro animais mortos.

Capivara à margem de lago no condomínio (Foto: Divulgação / Correio)

“Uma armadilha já estava montada e nesta manhã houve a captura. Infelizmente temos que seguir a ordem dos órgãos estaduais”, disse Augusto. O síndico se refere à Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SMA), que determinou, no início do mês, que as capivaras fossem mortas após um morador do condomínio morrer ao contrai febre maculosa, o que levou a Superintendência de Controle de Edemias (Sucen) a considerar o local como área de risco para a transmissão da doença. O documento que determina o extermínio, datado de 6 de maio de 2019, estabelece como prazo o dia 7 de março de 2020 para o término do procedimento que pretende levar todos os animais do local à morte.

O caso indignou um grupo de moradores do condomínio e ambientalistas, que se uniram e coletaram 129 assinaturas para convocar uma nova assembleia geral do condomínio e apresentar uma solução, segundo eles, judicialmente legal, para evitar que o extermínio dos animais continue ocorrendo. O abaixo-assinado foi protocolado na administração do condomínio nesta terça-feira (21), segundo Rocha. As informações são do Correio, do grupo RAC.

“Recebi uma parte das assinaturas e faremos a triagem para ver a validade delas. Preciso receber tudo e ver se é possível convocar a assembleia”, disse o síndico. “Infelizmente, os filhotes não tem jeito, eles precisam ser sacrificados, mas os adultos pode ser revisto. Tudo depende da solução legal que o pessoal apresentar. Não depende do condomínio, pois o caso tem de ser avaliado pelos órgãos estaduais”, acrescentou Augusto.

Pelo estatuto do condomínio, é preciso ser apresentado um abaixo-assinado com 128 assinaturas de proprietários de casas do local que estão com a situação regular com o empreendimento residencial para convocar uma assembleia.

A empresa contratada para matar as capivaras instalou armadilhas com caça-de-açúcar no condomínio, que conta com 508 lotes e 480 famílias, sendo uma pequena parcela de veraneio. De alto padrão, o condomínio é cercado e está localizado em uma área verde, com seis lagos, pelos quais as capivaras circulam.

Em Campinas (SP), casos de capivaras mortas a pedido da SMA já ocorreram no Condomínio Alphaville e no Largo do Café.


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