Cientistas condenam criação e exploração de polvos para consumo humano


Especialistas afirmam que esse tipo de indústria fará a cadeia alimentar se desestabilizar, causando déficit no estoque alimentar marítimo.


Grupos de cientistas se juntaram para provar que fazendas reprodutivas de polvos são “eticamente injustificáveis”, e têm alertado empresas para bloquear qualquer fundo de investimento para as novas fábricas.

O time de pesquisadores responde aos noticiários que algumas companhias de frutos do mar esperam exportar polvos produzidos em massa para restaurantes até 2020. Os especialistas afirmam que esses planos podem ser fatais para esses animais, e colocam em risco o estoque de comida dos oceanos.

A líder do grupo, professora Jennifer Jacquet, da Universidade de Nova York, afirma que a fazenda de polvos é “eticamente e ecologicamente injustificável”, e que muitos destes animais poderiam morrer de estresse no meio do processo.

“Polvos comem peixe e marisco. [Para uma indústria] fornecer uma quantidade o suficiente para um grande número destes animais colocaria pressão na cadeia alimentar. É insustentável”.


Para alimentar os polvos, as empresas iriam precisar pescar quantidades exuberantes de peixe, o que futuramente colocará em risco o estoque de alimentos da vida marinha. Grupos internacionais já alertaram companhias privadas, instituições acadêmicas e até mesmo governos para bloquear os fundos para estas indústrias.

Há mais de 300 espécies de polvos que vivem nos oceanos, e já exploramos pelo menos 350 mil toneladas de frutos do mar para serem servidos em restaurantes todo o ano. Especialistas afirmam que estes animais são extremamente inteligentes e são conhecidos por usarem ferramentas, até mesmo cruzar labirintos simples e proteger a entrada para sua toca. Em um experimento, o cefalópode conseguiu construir um abrigo feito de cascas de coco.

Os planos para as indústrias ainda estão em fase de desenvolvimento, mas pesquisadores esperam poder parar com qualquer proposta de fundos para estas fazendas. Eles afirmam que estes animais são uma raridade, e não deveriam ser alvos para intensa produção em massa.


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