Polícia identifica criminosos que jogaram cão de penhasco e filmaram o ato cruel


O cão indefeso é jogado no mar de cima do penhasco | Daily Mail Reprodução
O cão indefeso é jogado no mar de cima do penhasco | Daily Mail Reprodução

A polícia confirmou ter identificado os envolvidos no vídeo chocante que mostra um homem cruelmente jogando um cachorro de um penhasco no mar, em Falmouth, Cornwall (Inglaterra.

O outro homem que supostamente esta filmando a cena cruel é ouvido rindo ao fundo.

A polícia de Falmouth confirmou que identificou os suspeitos e os oficiais continuam trabalhando em conjunto com a RSPCA, a maior ONG de defesa do bem-estar animal no Reino Unido.

Os policiais pediram ao público para evitar espalhar rumores online enquanto a investigação está em andamento.

O cão sobreviveu ao ataque e está em segurança e se recuperou bem da agressão.

Na quinta-feira, um porta-voz da polícia disse: “A polícia está investigando uma denuncia de crime contra o bem-estar de um animal ocorrido em Falmouth na tarde de quarta-feira, 1º de maio”.

O porta-voz especificou: “o fato esta relacionado com um cachorro que foi jogado no mar. O cão foi examinado e não está ferido”.

“A investigação está em andamento e os inquéritos continuam”.

“Pedimos que as pessoas, incluindo os usuários de mídias sociais, não especulem em torno das circunstâncias desse incidente ou do indivíduo envolvido”.

“Estamos cientes das ameaças que foram feitas online e pedimos aos membros do público que deixem esta investigação com a polícia, e não tentem fazer justiça com as próprias mãos”.

A RSPCA define crueldade como “atos de violência explícitos e intencionais” ou “negligência” de um animal.

Uma porta-voz da ONG disse após o incidente: “Fomos informados de algumas cenas perturbadoras mostrando um cachorro sendo jogado de um penhasco em Falmouth em 1º de maio.

“Estamos muito preocupados com este incidente e gostaria de tranquilizar as pessoas posicionando-as que estamos investigando o caso”.

“Gostaríamos de agradecer a todos que nos relataram isso até agora e pedimos a qualquer testemunha ocular ou qualquer pessoa com mais informações entre em contato com a RSPCA e ajude na nossa investigação em curso”, dizia o comunicado da ONG.

Pena por crime de crueldade contra animais na Inglaterra

A legislação do país mais especificamente na seção 9 da lei de bem-estar animal estebelece o dever das pessoas de cuidar dos animais, para garantir que elas tomem as medidas razoáveis em todas as circunstâncias para atender às necessidades de bem-estar dos animais os seus cuidados na medida exigida pela boa prática.

Isso significa que elas devem tomar medidas efetivas para garantir que estejam cuidando adequadamente de seus animais e, em particular, devem atender às cinco necessidades de bem-estar.

• Saúde – Proteção contra dor, ferimentos, sofrimento e doenças, e tratamento médico se ficarem doentes ou feridos.

• Comportamento – a capacidade de se comportar naturalmente para suas espécies, por exemplo: brincar, correr, cavar, pular, voar etc.

• Companheirismo – a ser alojado com, ou à parte de outros animais, conforme apropriado para a espécie, ou seja, companhia de sua própria espécie para espécies sociáveis como coelhos ou porquinhos-da-índia, ou para serem abrigados sozinhos para espécies solitárias como hamsters.

• Dieta – uma dieta adequada. Isso pode incluir alimentação adequada para o estágio de vida do animal de estimação e alimentação adequada para prevenir a obesidade ou a desnutrição, bem como o acesso a água limpa e fresca.

• Ambiente – um ambiente adequado. Isso deve incluir o tipo certo de casa com um lugar confortável para descansar e se esconder, bem como espaço para exercitar e explorar.

Em 2018, a RSPCA investigou mais de 130 mil casos de alegações de crueldade contra animais e garantiu 1.678 condenações por crimes de bem-estar animal.

Todos na Inglaterra e no País de Gales têm o direito de abrir um processo privado contra alguém que eles acreditam ter cometido uma ofensa ou crime contra o bem-estar animal.

Pessoas que abusam de animais podem pegar até cinco anos de prisão.


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