Onças mantidas em santuário são transferidas para novo abrigo


As onças-pardas Eny Shendra, Amala, Kamala, Ynawá e Shinawa, que vivem no santuário Rancho dos Gnomos, foram transferidas da unidade de Cotia, na Grande São Paulo, para Joanópolis, no interior do estado. A mudança se deve ao crescimento da cidade no entorno do espaço do santuário em Cotia, o que prejudica os animais.

“O rancho ficou ilhado por comunidade, não tinha mais tranquilidade para os animais. Ficamos inseridos no perímetro urbano e por causa disso buscamos um lugar mais tranquilo para os animais”, explicou a idealizadora do projeto, Silvia Pompeu.

Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos

Com apoio de voluntários e da Polícia Ambiental, o primeiro processo de manejo dos animais, com a transferência das onças, foi iniciado. Foram cerca de três dias de trabalho. As informações são do portal G1.

No local, já vivem a ursa Rowena, que ficou conhecida como “a ursa mais triste do mundo” na época em que vivia em um zoológico, a onça-pintada Tupã, um burro, um boi, cachorros e gatos. Pompeu explicou que as onças-pardas foram colocadas em um amplo espaço na natureza, com 1,1 mil metros de área ambientada com tocas e piscinas.

A nova unidade foi adquirida por meio de uma campanha de financiamento coletivo feita pela internet.

“Os animais conhecem a rotina do rancho, o que mudou foi sair de um lugar conturbado para um de tranquilidade e paz para elas. Lá elas ficavam muito agitadas, em alerta por causa dessa intervenção humana. O espaço aqui é de silêncio absoluto, então elas já estão adaptadas. Brincam, rolam na grama e aproveitam o local”, afirmou.

Vítimas do desmatamento, as onças foram resgatadas quando eram filhotes e, atualmente, têm entre seis e sete anos de idade.

Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos

O lugar que abriga as onças foi construído com a ajuda do Instituto Luísa Mell. O novo santuário, porém, precisa de adaptações para receber os demais animais que permaneceram em Cotia. São pelo menos 120 animais, como macacos, veados, araras e até uma lontra.

“A emergência é para todos, mas a maior preocupação são para os grandes felinos, os leões. Em termos de segurança, a prioridade seria o transporte dos quatro leões, mas não temos previsão porque além de tudo não paramos de receber acionamento para resgate de novos animais”, explicou Pompeu.

Para conseguir fazer manutenções no abrigo para os animais, a ambientalista busca parcerias. “Nosso trabalho demanda ajuda. Nós acreditamos muito na ajuda e seria muito bom se todo mundo pudesse ajudar um pouquinho. A gente vive para esse trabalho”, disse.


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