Animais são explorados a vida inteira em fazendas industriais para abastecer o apetite humano


Foto: humanesociety
Foto: humanesociety

O Dia do Campo ou dia da fazenda é comemorado anualmente em 10 de maio. Em algumas regiões do Brasil, no entanto, a data pode ser celebrada no dia 5 de maio. A data surgiu com o objetivo de homenagear e conscientizar a população sobre a importância do campo.

Infelizmente para os animais como vacas, bois, porcos, galinhas, tidos como animais “de fazenda” não há motivos de comemoração, o campo, que deveria ser seu habitat natural, fonte de alimento e desenvolvimento tem se convertido em sinônimo de tortura de escravidão.

Muitos desses animais jamais vão sentir a grama do campo em seus pés, a brisa orvalhada do vento nas manhã ao ar livre e o calor do sol esquentando sua pele. Nascidos em confinamento e para um único fim, só encontrarão a liberdade com a morte.

Os seres humanos tem convertido os campos em verdadeiras fazendas industriais de produção de carne, leite e ovos. Num modo de operação que despreza deliberadamente qualquer valor à vida desses seres sencientes e capazes de amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor.

Em alguns países, como os EUA, mais de 99% dos animais se encontram em fazendas de criação, sendo explorados como produtos para gerar lucro e ao não servirem mais são descartados e mortos.

Foto: pasadosafehaven
Foto: pasadosafehaven

Vacas são exploradas por seu leite, passando sua vida inteira presas a equipamentos desenvolvidos especialmente para sugar seu leite, o leite de seus filhos, retirado de suas mamas diariamente.

Após o nascimento de seus filhos em uma sequência cruel de reprodução sem intervalos, essas mães sequem podem ver seus recém-nascidos, sendo afastadas deles antes mesmo que sintam seu cheiro.

Caso sejam do sexo femininos essas vacas vão encontrar pela frente o mesmo destino de suas mães, um vida inteira de exploração confinadas a alojamentos mínimos e super lotados, sem qualquer possibilidade de interação ou liberdade.

Caso sejam do sexo masculino outro destino aguarda os bezerrinhos, como não poderão dar leite para comercialização dessa indústria de laticínios são mortos aos montes, jogados em valas ou terão sua carne aproveitada na indústria de carne de vitela (novilhos), cujos tipos de morte são ainda mais assustadores e menos misericordiosos (sem balas para preservar a carne, morte a marretadas).

Galinhas são mantidas em compartimentos de “produção fordista” do tamanho de seus corpos, sem poder se mexer, sem poder caminhar, nada além de botar ovos para abastecer o consumo humano.

treehugger
Foto: treehugger

Os pintinhos do sexo masculinos são moídos em máquinas de grande porte, especialmente desenvolvidas para “descarte” desses seres inocentes. As pintinhas, assim como as vacas bebês, vão encontrar o mesmo destino da mãe: exploração e morte.

Da mesma forma se repete o círculo de exploração e crueldade com porcos e porcas, sendo que elas são mantidas em caixas de gestação de aço, frias e de proporções mínimas, com o único propósito de dar à luz e trazer ao mundo mais leitõezinhos prontos para serem “industrializados”.

Após nascerem, os bebês mal consegue chegar perto de sua mãe para mamar com uma parede se interpondo entre eles apenas com o espaço das mamas para que possam se alimentar do leite materno e por poucos dias.

Estes são apenas alguns exemplo de como o campo tem sido utilizado para explorar, usar, torturar e matar os animais.

Que a data sirva de reflexão para que os seres humanos possam se conscientizar de que os animais não são produtos. São vidas.

Companheiros de planeta, não são inferiores a humanidade, são sim sensíveis, inteligentes e amorosos e sofrem calados as duras penas que lhes impomos, tendo em vista nossa ganância, vaidade e falsa superioridade.


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