Índia sedia sua primeira conferência mundial vegana


Foto: World Vegan Organisation
Foto: World Vegan Organisation

A World Vegan Organization (Organização Mundial Vegana, WVO) está pronta para lançar sua quarta conferência vegana anual na Índia, juntamente com a primeira exposição vegana do país.

A Vegan India Conference (VIC) 2019 é um evento de dois dias organizado pela WVO em parceria com a Vegan First, a primeira publicação impressa e digital do país para todos ao assuntos veganas.

A organização do evento espera mais de 650 participantes, cerca de 150 delegados internacionais, mais de 250 empresas e marcas, e algo em torno de 10 instituições, funcionários do governo e celebridades veganas.

Foto: World Vegan Organisation
Foto: World Vegan Organisation

De acordo com a WVO, o VIC 2019 visa “fomentar o veganismo de uma forma unificada e estratégica que beneficiará empresas veganas, projetos ativistas, que busca promover mudanças políticas e ajudar a colocar o veganismo indiano no mapa do mundo”.

“O futuro é vegano, e acreditamos que agora é a hora de espalhar a mensagem e reunir o maior número possível de pessoas para experimentar o potencial do ecossistema vegano indiano”, disse a VIC em um comunicado enviado ao Vegan News.

O VIC 2019 apresentará especialistas da indústria vegana, pesquisadores científicos, donos de empresas veganas, médicos e defensores dos animais do movimento vegano global.

Ele também contará com palestras, painéis de discussão e workshops mais aprofundados com alguns dos maiores nomes da indústria, como Seth Tibbot, fundador da Tofurky; Keegan Kuhn, diretor de Cowspiracy e What the Health; Ken Spector, diretor da Happy Cow; Shriti Malhotra, CEO da The Body Shop India; e o Dr. Zeeshan Ali, especialista em programas do PCRM.

“[VIC] apresenta uma oportunidade única para participar de palestras informativas, palestras, workshops aprofundados e demonstrações de especialistas da indústria internacional e indiana e líderes de pensamento no movimento baseado em plantas”, disse o site.

“Ele também serve como uma plataforma para as marcas mostrarem seus produtos e serviços para uma reunião concentrada de instituições do setor de hotelaria e comércio, formuladores de políticas, importadores, investidores de impacto e acionistas da indústria alimentícia”.

O VIC acontecerá nos dias 6 e 7 de julho de 2019 no Suryaa, Nova Delhi. Os ingressos antecipados, disponíveis até 20 de maio, são vendidos por 2600 rúpias, enquanto os ingressos regulares são vendidos por 3600 rúpias.

Os ingressos incluem entrada para a conferência e expo, bem como 1 buffet de almoço vegano e 2 chás altos em cada dia.

Para inscrição, programação de palestrantes, agendamento e mais detalhes, o site da VIC 2019 contém todas as informações.

*Conheça os três princiais países que estão aderindo ao veganismo*

Quais os países mais veganos do mundo? Comunidades pesquisadas nos EUA, na Índia e na China descobriram que as populações estão adotando uma alimentação baseada em vegetais pela saúde, meio ambiente e ética.

Novas pesquisas revelaram que populações nos EUA, na China e na Índia provavelmente adotam novos métodos de produção de carne, como carne vegana e baseada em células.

A pesquisa realizada com 3 mil pessoas foi conduzida pela Universidade de Bath, o Centro de Prioridades de Longo Prazo e o Good Food Institute (GFI), uma organização sem fins lucrativos que promove o avanço da agricultura baseada em vegetais e agricultura celular (cultivo de carne em laboratório), foi publicada recentemente na revista Sustainable Food Systems (Sistemas de Alimentação Sustentável, na tradução livre).
*Quais são as populações “mais veganas”?*

O estudo perguntou aos participantes das três nações mais populosas do mundo – EUA, China e Índia – suas opiniões e sentimentos sobre carne feita a base de vegetais e carne limpa. A Ásia carregava muitas expectativa por parte dos pesquisadores por ser uma região importante, extremamente populosa, já que o consumo de carne deve subir nos próximos anos.

Uma taxa de 62% dos entrevistados na China e 63% na Índia responderam que estão “muito ou extremamente propensos a comprar regularmente carne à base de vegetais”. Os EUA ficaram atrás com apenas 33%. Os entrevistados estavam menos interessados em carne limpa (desenvolvida em laboratório): 30% para os EUA, 59% para a China e 49% para a Índia.

Comida vegana nos EUA, Índia e China

A GFI (Good Foods Institute) concluiu que os três países apresentam “um forte interesse do consumidor” em carne feita a base de vegetais e carne limpa, mas o estudo observa que os recrutados para o questionário na China e na Índia eram de comunidades “desproporcionalmente urbanas, de alta renda e com boa educação”.

Os participantes em todos os países mostraram-se mais confortáveis com a ideia de comida vegana quando é algo já familiar a eles. Os hambúrgueres à base de vegetais estão impulsionando as vendas em restaurantes nos EUA; a marca Right Treat, com sede em Hong Kong, produz o Omnipork, uma versão vegana da proteína chinesa popular; a startup indiana de alimentos Good Dot faz carnes sem animais versáteis o suficiente para serem usadas em uma grande variedade de receitas.

A presença de carne limpa também está crescendo nos três países. Memphis Meats, Blue Nalu e JUST nos EUA; Dao Foods International, na China; e a GFI e o Instituto de Tecnologia Química deverão abrir uma instalação de produção e pesquisa de carne limpa em Mumbai no próximo ano.

*O apelo vegano*

O que está impulsionando a maior aceitação da tecnologia vegana e de novos alimentos?

Os entrevistados entre os chineses vêem a carne vegana como mais saudável do que a versão tradicional e muitos esperam que a carne limpa tenha um valor nutricional mais alto que a de origem animal.

Aqueles a favor da carne sem animais na Índia estavam mais preocupados com a sustentabilidade e a ética da produção de carne.

Nos EUA, 91% dos interessados em carne vegana eram onívoros, enquanto a carne limpa era mais atraente para indivíduos com “alto apego ao sabor carne”.

O estudo revela como o marketing para comercialização de carne vegana em diferentes países será essencial ao sucesso da empreitada, de acordo com a GFI.


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