Explorados e sem direitos, os animais seguem sendo usados como ferramentas pelos humanos


Foto: Animal Ethics
Foto: Animal Ethics

O Dia Internacional do Trabalho é conhecido por vários nomes em diferentes países do mundo como: Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho, Dia Internacional dos Trabalhadores ou Festa do Trabalhador. Comemorado no dia 1 de maio essa data celebrada internacionalmente, é dedicada aos trabalhadores do mundo todo, sendo feriado em muitos lugares.

A homenagem remonta ao dia 1 de maio de 1886, quando teve início uma greve na cidade norte-americana de Chicago, com o objetivo de conquistar condições melhores de trabalho, principalmente a redução da jornada diária, que chegava a 17 horas, para oito horas.

Foto: US Army Archives
Foto: US Army Archives

É uma data que marca a luta e posterior conquista de direitos e valorização dos trabalhadores, que explorados, viam sua força de trabalho pouco reconhecida e extenuavam-se em horas de tarefas sem direito a descanso adequado ou remuneração equivalente.

Mas da mesma forma que os humanos se revoltaram, lutaram e conquistaram seus direitos, os animais, companheiros de planeta e sociedade, são explorados, extenuados, expostos à riscos absurdos e muitas vezes mortos em longas jornadas de trabalho antinatural. Eles porém não tem voz para reivindicar sua liberdade.

Animais como trabalhadores e ferramentas

Em muitos lugares do mundo, animais não humanos são usados como trabalhadores. Esses animais geralmente levam vidas repletas de sofrimento e sofrimento, e são mortos quando não são mais úteis. Esses seres sencientes e indefesos estão sendo usados como recursos.

Foto: AP Photo/Kirsty Wigglesworth
Foto: AP Photo/Kirsty Wigglesworth

Esses animais são vistos como investimentos dos quais se espera que lucro ou valor sejam obtidos. Muitas vezes eles são atendidos em suas necessidades básicas e médicas mais do que o necessário para explorá-los.

Seus “tutores” podem mantê-los livres de doenças e permitir-lhes descanso adequado para que continuem a ser produtivos, ou esses mesmo humanos podem achar mais lucrativo fazê-los trabalhar até a morte e depois substituí-los.

Foto: Animal Ethics
Foto: Animal Ethics

Sua situação é em aspectos cruciais semelhante à dos escravos humanos: eles são forçados a trabalhar, muitas vezes inúmeras horas por dia. O valor que eles produzem é tomado pelos humanos, que só fornecem comida e abrigo aos animais. Quando eles não podem mais trabalhar de uma maneira que torne sua existência economicamente lucrativa, os animais são mortos.

Em outros casos, os animais ainda são usados não como trabalhadores, mas como ferramentas. Uma forma de usá-los como ferramentas é na experimentação animal, onde são submetidos a testes com produtos químicos nocivos, venenos, agrotóxico e outras variações que causam dor e sofrimento. Eles também são explorados como ferramentas pelos os militares, como quando são usados para transportar bombas através das linhas inimigas.

Animais usados como trabalhadores

Existem inúmeras maneiras pelas quais animais não humanos são usados para o trabalho. Em muitos casos eles são usados para transporte ou para tração, como os elefantes na Índia e os burros na Grécia ou como “carros de carga”, transportando quantidades imensas e pesadas de materiais como se fosse veículos.

Foto: Animal Ethics
Foto: Animal Ethics

Outros animais, como os cães policiais, são explorados em treinamentos antinaturais e cruéis, mediante ameaças e privações, para realizar trabalhos arriscados, muitos morrem baleados ou em decorrência de ferimentos no exercício dessa função ingrata .

Uso militar de animais

Animais têm sido usados como ferramentas militares ao longo da história. Um grande número de animais foi morto em guerras. Mesmo em tempos de paz, eles são usados e mortos para propósitos como o desenvolvimento de novas armas e o treinamento de soldados.

Recentemente foi divulgada a informação que só no Reino Unido quase 50 mil animais foram mortos pelo governo em 7 anos de pesquisa militar

Foto: US Navy
Foto: US Navy

Entre os testes realizados num deles macacos foram injetados com antraz, enquanto os pesquisadores monitoraram o nível de dor dos animais e a quantidade de tempo que eles levavam para morrer.

Em outros alguns animais eram forçados a respirar gás de mostarda, um carcinógeno que queima os pulmões, causando inchaço e formação de bolhas ao fechar as vias aéreas.

 Foto: Humane Society Internacional
Foto: Humane Society Internacional

E ainda num exemplo mais cruel para testar a eficácia da armaduras corporais, porcos eram envolvidos em armaduras-teste antes que os explosivos fossem ativados.

Após as explosões, os cientistas avaliariam os porcos para ver quais partes do corpo estavam protegidas e quais estavam danificadas.

Experimentação animal

Como os animais são considerados, irresponsavelmente, inferiores aos humanos, mesmo quando se trata de seus interesses mais vitais, eles são usados como ferramentas de laboratório. É interessante notar que a maioria das pessoas nunca pensaria em usar seres humanos de maneira semelhante, mas dispõe dos animais como bem entende.

Muitos ficam cegos, tem sua pele destruída por produtos químicos nocivos e seus órgãos danificados por experiencias cruéis.

Depois de tudo isso, mesmo que estejam bem para viver ainda são mortos, pois são considerados incapazes de sobreviver ou se adaptar em sociedade.

Sem nada que os proteja, sem direito algum, sem ter como se defender, esses animais padecem sendo explorados silenciosamente, trabalhando como escravos sob o jugo da humanidade, que satisfeita segue surda aos apelos do planeta que esvai em recursos e em espécies extinguindo-se peremptoriamente


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