Relatório aponta que efeitos das mudanças climáticas pioraram

Segundo relatório, tragédia causada pelo ciclone Idai em Moçambique é uma consequência das mudanças climáticas (Foto: Adrien Barbier/AFP)
Segundo relatório, tragédia causada pelo ciclone Idai em Moçambique é uma consequência das mudanças climáticas (Foto: Adrien Barbier/AFP)

Os sinais físicos e os impactos socioeconômicos deixados pelas mudanças climáticas são cada vez maiores devido às concentrações sem precedentes de gases de efeito estufa, que provocam um aumento das temperaturas mundiais a níveis perigosos, segundo o relatório mais recente da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A 25ª edição da Declaração da OMM sobre o estado do clima mundial, correspondente a 2018, destacou no mês passado a elevação recorde do nível do mar, assim como das temperaturas terrestres e oceânicas, que ficaram excepcionalmente altas nos últimos quatro anos. Esta tendência de aquecimento começou no início do século e deve continuar.

“Desde a primeira publicação da Declaração, a climatologia alcançou um grau de robustez sem precedentes e proporcionou provas confiáveis do aumento da temperatura mundial e de circunstâncias relacionadas, como o aumento acelerado do nível do mar, a redução dos gelos marítimos, o retrocesso das geleiras e fenômenos extremos, tais como as ondas de calor”, afirmou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

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Estes indicadores fundamentais da mudança climática estão se tornando mais pronunciados. Assim, os níveis de dióxido de carbono, que eram de 357,0 partes por milhão (ppm) em 1994, quando a Declaração foi publicada pela primeira vez, seguem aumentando, tendo alcançado 405,5 ppm em 2017. É previsto que em 2019 as concentrações de gases causadores do efeito estufa aumentem ainda mais.

“Fenômenos extremos continuaram no início de 2019, como o caso recente do ciclone tropical Idai, que provocou inundações devastadoras e a trágica perda de vidas humanas em Moçambique, Zimbábue e Malauí. Pode ser que se transforme em um dos desastres meteorológicos mais letais a afetar o Hemisfério Sul”, destacou Taalas.

No início do ano, as temperaturas diárias de inverno na Europa bateram recordes de calor, enquanto se observou um frio incomum na América do Norte e ondas de calor abrasador na Austrália; por sua vez, a superfície de gelo do Ártico e da Antártida voltou a ficar muito abaixo da média.

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