Prisões passam a servir refeições veganas após presidiário dizer que passou fome


Foto: Courtesy IDOC
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O Departamento de Justiça da Austrália Ocidental confirmou recentemente que refeições veganas seriam oferecidas nas prisões. Atriui-se a adoção da medida À divulgação das declarações de um ativista vegano de que ele teria passado fome na prisão devido à falta de comida vegana.

“Quando for solicitado que atendam a necessidades culturais, religiosas ou outras necessidades especiais estabelecidas e estejam de acordo com as diretrizes da refeição especial, alimentos dietéticos especiais devem ser fornecidos sempre que possível”, disse uma porta-voz do Departamento de Justiça ao The Weekly Times.

“Isso inclui refeições especiais para aqueles que se alimentam de forma vegetariana ou vegana.” O anúncio foi feito depois que o ativista vegano James Warden foi enviado para a Prisão Hakea em Canning Vale por dois dias, durante os quais ele afirma não ter tido condições de comer pois a prisão não forneceu qualquer opção vegana.

“Alguns deles apenas disseram ‘vá e comam um pouco de carne’ e esse tipo de coisa”, disse Warden ao Seven News.

“A experiência que tive não foi nem de longe tão ruim quanto o que os animais estão passando. Eles estão sofrendo diariamente e eu só tive que aguentar 48 horas sob custódia”, disse o ativista.

Warden é acusado de roubar um porco morto e um bezerro de duas fazendas diferentes no oeste da Austrália.

Semana passada, ele compareceu ao Tribunal de Perth, sob a acusação de dois delitos de roubo agravado, duas acusações de roubo e três acusações de invasão, em relação aos incidentes ocorridos entre agosto e novembro de 2018.

Warden, que não conseguiu o dinheiro para a fiança, foi preso por dois dias.

Ele foi posteriormente ordenado pelo tribunal a ficar longe de qualquer fazenda de gado e se reportar à polícia diariamente.

Warden tem retorno programado ao tribunal na próxima semana.

A prisão de James Warden

Sem dinheiro para a fiança, o ativista vegano James Warden, do grupo Direct Action Everywhere (DxE) passou dois dias preso na Prisão de Hakea, em Perth, na Austrália, depois de “furtar” dois bezerros para que não fossem abatidos.

No final de semana, Warden, que também é acusado de furtar um leitão morto de uma fazenda, concedeu uma entrevista a repórter Elle Georgiou, do 7NEWS e disse que preferiu passar 48 horas sem comer, já que não lhe ofereceram nenhuma opção de refeição sem ingredientes de origem animal. “Alguns deles simplesmente disseram: “Vá lá e coma algum pedaço de carne’”, relatou.

Foto: Divulgação
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Apesar disso, Warden declarou que a experiência que ele teve na prisão por fazer o que considera certo não chega nem perto da realidade diária de sofrimento dos animais criados para consumo. “Eu acho que é importante que a sociedade passe por mudanças e reconheça a ética animal”, disse ao 7News.

James Warden também deixou claro que a experiência na prisão não vai desmotivá-lo a continuar atuando em defesa dos animais, ainda que ele já tenha recebido muitas ameaças de morte, segundo o Nine News. O ativista deve comparecer novamente ao tribunal no próximo mês.


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