Simulador pode substituir porcos em testes feitos pela Marinha Real Britânica


Foto: Pixabay

Um novo simulador desenvolvido pelo Dr. Mainul Haque, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Portsmouth, pode pôr fim aos cruéis testes feitos pela Marinha Real Britânica para tratamentos de lesões pulmonares em porcos e outros animais. Os experimentos têm como objeto de estudo as lesões causadas pela exposição à ondas de choques supersônicas que irradiam de explosões.

Até agora, testes militares exploraram e torturaram animais vivos para simular o impacto destas ondas de choques em seres humanos e assim desenvolver uma rotina de tratamento para as lesões subsequentes. No entanto, como alertado pela PETA, porcos e seres humanos possuem organismos e anatomias diferentes, fato já admitido pelo exército dos Estados Unidos anteriormente.

O Dr. Haque desenvolveu o simulador em colaboração com o consultor Timothy Scott, da Royal Navy Intensive Care. Para o cientista, além de superar o dilema ético de ferir e causar sofrimento a animais indefesos, o simulador pode trazer resultados muito mais efetivos. “Um modelo computadorizado nos permite executar o maior número de testes de tratamento que precisamos para qualquer tipo de cenário sem a necessidade de pesquisas com animais vivos”, disse.

Haque aponta ainda que a nova tecnologia pode prever como os corpos humanos reagem ao acúmulo interno de fluidos, o que muitas vezes é fatal, já que não é detectado. Segundo ele, o simulador “acomodar cenários que são inatingíveis em pesquisas com animais vivos ou humanos, como múltiplas vítimas com múltiplos eventos de lesão”, afirma.

Mundo em transformação

O uso de simuladores em testes militares não é novidade. Em 2017 os deputados norte-americanos Hank Johnson e Tom Marino apresentaram um projeto de lei que bane o uso de animais vivos em testes militares. A proposta exige que militares utilizem apenas métodos que incluam apenas seres humanos para treinar membros do serviço.

Para Johnson, simuladores são mais precisos e a abolição do uso de animais é claramente mais econômica. “Pode custar mais inicialmente investir em um simulador do que em animal vivo, mas se levarmos em consideração que o animal só poderá ser usado uma vez, enquanto o simulador pode ser usado repetidas vezes, então, ao longo do tempo, é a melhor decisão”, disse em entrevista ao Washington Examiner.

Segundo informações do portal LIVEKINDLY, em 2014, a Agência Norueguesa de Pesquisa Animal (NARA) rejeitou um pedido do exército norueguês para usar animais em exercícios de treinamento. Foi a primeira vez na história da agência que tal rejeição foi feita.


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