Elefantes são explorados nas celebrações do ano novo tailandês


Foto: AFP
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Elefantes com corações e flores pintados em seus corpos jogam água incansavelmente nas pessoas que comemoram o ano novo da Tailândia que este aconteceu na quinta-feira última, em um evento anual que causa revolta em grupos de proteção animal que alertam para a crueldade praticada contra esses animais.

Na antiga capital da Tailândia, Ayutthaya, um local turístico famoso e muito visitado por suas antigas ruínas de templos, mais de uma dúzia de elefantes caminham pelas ruas carregando seus tratadores nas costas, espirrando e pulverizando água na população local e em estrangeiros, sob um sol escaldante.

Foto: Jewel Samad/AFP
Foto: Jewel Samad/AFP

A guerra de água provocada pelos paquidermes dá início a um fim de semana de festividades que comemoram a Songkran, uma tradicional celebração budista de ano novo que começa oficialmente em 13 de abril.

Foliões “podem vir prestar homenagens a Buda, oferecer esmolas aos monges de manhã e à tarde brincar na água com os elefantes”, disse Laithongren Meepan, proprietário do Acampamento de Elefantes de Ayutthaya.

“O fato deles usarem suas trombas para espirrar água é a forma natural como os elefantes brincam”, declarou o explorador.

Foto: Reuters
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Tradicionalmente marcado por prestar homenagem aos anciãos e por aspergir água nas figuras de Buda nos templos locais, o feriado de Songkran evoluiu em grande parte para uma brutal batalha de água.

Moradores e estrangeiros armados com armas de água e capacetes de proteção se envolvem em festas de rua encharcadas, levando grande parte do país a um impasse.

“Em outras províncias, eles fazem festas de espuma. Mas só em Ayutthaya, você pode celebrar o Songkran com os elefantes”, disse Laithongren à AFP.

Os tratadores dos elefantes, conhecidos como mahouts, treinam os mamíferos gigantes para fazer truques antinaturais como levantar a pata da frente em saudação aos visitantes ou girar seus corpos para a música como se estivessem dançando – para divertir foliões da festa.

Foto: Varat Phong
Foto: Varat Phong

Tais práticas são “cruéis e condenáveis”, segundo Tom Taylor da Wildlife Friends Foundation Thailand, que resgata e reabilita elefantes domesticados.

“Forçar os elefantes a realizar comportamentos não naturais é conseguidos através do medo usando métodos violentos e uma ferramenta afiada chamada `bullhook`”, disse Taylor à AFP.

A organização de que Taylor faz parte acolhe 24 elefantes resgatados que percorram livremente a paisagem, banham-se a hora querem e exploram a paisagem sem medo, enquanto os turistas podem aprender como esses enormes mamíferos devem ser tratados, ou seja, com respeito, dignidade, sem espancamentos, humanos montando em suas costas”, disse ele.

A Tailândia tem uma das maiores populações de elefantes em cativeiro do mundo, e – como animal nacional do país – eles são arbitrariamente explorados no turismo, onde os clientes estão ansiosos para alimentá-los, tocá-los ou andar em suas costas por um preço.


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