Ativistas veganos são acusados criminalmente de invadir fazendas e roubar animais

Redação
April 15, 2019

Foto: Direct Action Everywhere
Foto: Direct Action Everywhere

Quatro mulheres e dois homens, todos ativistas em prol dos direitos animais, foram acusados dos crimes de invasão e arrombamento decorrentes de supostas entradas sem autorização em várias fazendas da Austrália durante um período de seis meses.

A polícia disse que os crimes aconteceram entre agosto de 2018 e fevereiro deste ano em propriedades em Nambeelup, Hopeland, West Pinjarra, Benger e Mundijong.

Uma vaca e um porco morto foram roubados em incidentes separados em Pinjarra e Benger, mas a vaca, infelizmente, teve que ser devolvida aos seus exploradores com a saúde perfeita.

Foto: Direct Action Everywhere
Foto: Direct Action Everywhere

Uma mulher de 36 anos também acolheu uma vaca em um santuário de Waroona, mas a polícia afirmou que ela não era membro de nenhum grupo ativista.

Os ativistas, com idades entre 21 e 36 anos, devem aparecer no Tribunal de Magistrados de Mandurah em 30 de abril.

Dois ativistas veganos James Warden, 25 anos, e Katrina Sobianina, 24 da ONG Direct Action Everywhere, que invadiram uma área de criação de porcos em larga escala e transmitiram a ação nas redes sociais, foram multados no mês passado em 7 mil e 3 mil dólares respectivamente.

O Comandante da Polícia de Washington, Allan Adams, disse que as pessoas têm o direito de protestar, desde que isso seja legal e não impeça o direito de outras pessoas de conduzirem seus negócios.

Num arroubo de autopromoção súbito, o comandante disse que qualquer pessoa que for confrontada por manifestantes foi instruída a chamar a polícia e denunciar os ativistas e as placas dos veículos usados por eles.

Como se estas pessoas compassivas, que nada mais fazem do que defender e salvar as vidas de animais condenados, fossem criminosos perigosos que oferecem algum risco à população.

“Mantenham a compostura. Mas sem dúvida, as pessoas que invadiram sua terra são preocupantes”, disse Adams na sexta-feira.

O policial afirma que eles tem sido muito claros com a indústria e a indústria que têm sido muito receptiva a eles sobre a orientação de “manter a calma”. Provando que o status quo estabelecido, de crueldade, exploração e aceitação do sofrimento animal não só predomina como contamina a sociedade como um todo

Ocorre que outra ativista vegana, Marilyn Orr, de 64 anos, disse ter recebido ameaças de morte depois que ela e outras 100 pessoas invadiram uma fazenda de criação de porcos em Beerburrum, Queensland.

A sra. Orr afirma que foi identificada por meio de filmagens que os manifestantes postaram online quando invadiram a fazenda em 1 de dezembro do ano passado, de acordo com o Sunshine Daily Coast.

Ela se declarou culpada de entrar ilegalmente em fazendas de criação de gado para carne, no tribunal de Maroochydore Magistrates na quarta-feira, onde as ameaças à sua segurança foram reveladas.

Foto: Marilyn Orr/Direct Action Everywhere
Foto: Marilyn Orr/Direct Action Everywhere

A corte do tribunal ouviu como a Sra. Orr sofreu com as ameaças de morte depois que o número de telefone do marido foi postado online.

O advogado da sra. Orr disse que ela nunca feriu ou roubou nenhum porco e afirmou também queela nunca havia sido acusada de um delito anteriormente.

O magistrado Andrew Walker disse que ela deveria ter usado sua experiência para servir de exemplo para os outros protestarem dentro da lei.

Ele acrescentou que estava apenas focado nas ações da Sra. Orr e a controvérsia e a polêmica criada pela mídia em torno do recente ativismo vegano não seria levado em consideração em sua decisão.

A sra. Orr foi colocada em um programa de bom comportamento por um período de seis meses e pagou uma multa de 600 dólares.

É uma pena que o juiz acredite que a experiência da sra. Orr foi usada como mau exemplo para os demais, pois uma senhora de 64 anos, vegana, ativista, que deixa sua casa para agir em defesa dos direitos animais e salvar vidas é um belo e único exemplo, que se seguido por todos, não só salvaria milhões de vidas, como também ajudaria o planeta.

Nosso reconhecimento e admiração para a sra. Orr.


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