Órgão regulador americano proíbe o uso de chicote em corridas de cavalo


Foto: Animal Liberation/Reprodução
Foto: Animal Liberation/Reprodução

Corridas de cavalos são uma das formas mais desumanas de subjugação, maus-tratos e exploração que os animais podem sofrer. Além de serem privados de sua liberdade, são oprimidos com selas em suas costas, freios em sua boca, estribos que permitem chutes em seu ventre e ainda tem que carregar humanos em suas costas que os vergastam para que corram além de seus limites competindo com seus iguais em direção a um destino obscuro.

O que move essa indústria sórdida de entretenimento alienado é o lucro. As apostas feitas em cavalos geram milhões e atraem multidões ávidas por assistir ao suplício “competitivo e emocionante” desses animais.

Foto: Alt Media
Foto: Alt Media

A pista de corridas do Parque de Santa Anita, na Califórnia (EUA), é palco frequente desses espetáculos de mau gosto, foi lá que 22 cavalos morreram “de forma obscura” desde dezembro de 2018. A empresa ainda não tem resposta para a morte dos animais, porém a investigação segue em andamento. No entanto, o Conselho de Corridas de Cavalos da Califórnia (CHRB, na sigla em inglês), já tomou uma medida em relação ao ocorrido, proibindo o uso de chicotes pelos jóqueis para bater nos animais durante as corridas.

De acordo com o Los Angeles Times, a medida n~]ao passa de mais um esforço dos organizadores de corridas para reconquistar o apoio público. Apesar de ser um instrumento de de tortura usado na exploração e abuso desses animais, não há quaisquer evidências de que o uso do chicote esteja diretamente ligado às mortes dos cavalos.

Foto: Alain Barr
Foto: Alain Barr

Mas de acordo com Madeline Auerbach, vice-presidente do CHRB, o chicoteamento pode desempenhar um papel nas fatalidades. “Eu estava de pé ao lado da pista quando uma daquelas cenas infelizes aconteceu”, disse Auerbach. “E eu estava assistindo alguém que não era tão habilidoso quanto deveria ser, chicotear um cavalo sem parar quando era óbvio que o cavalo em questão não tinha mais nada para dar. É algo que eu nunca mais quero ver.”

A pista foi fechada no começo do mês, depois que aproximadamente duas dúzias de cavalos morreram entre 26 de dezembro e 5 de março.

A organização que atua em defesa dos direitos animais, PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), tem falado incansavelmente sobre as mortes dos cavalos, pressionando por investigações criminais.

Foto: Blogotariat
Foto: Blogotariat

Em um comunicado no início deste mês, a organização elogiou o parque por se colocar contra o uso da força por treinadores, veterinários e tutores, “que usam qualquer meio – do chicote à seringa hipodérmica – para forçar cavalos feridos, ou não aptos, a correr. ”

O grupo também foi a favor do fechamento da pista, chamando-o de um “momento decisivo para as corridas”, e pediu que todas as pistas de corrida “reconheçam que o futuro é agora e sigam o exemplo”.

A PETA trabalhou em conjunto com o Parque Santa Anitta em um plano para reduzir futuras mortes de cavalos, o grupo disse que “estabelecerá um novo padrão” para as corridas, o que significa menos sofrimento para os animais nessa instalação.

“As corridas de cavalos devem seguir o caminho do circo com animais e serem proibidas, levando com elas parte da miséria e sofrimento pelos quais passam os animais”

Nota da Redação: a ANDA é contra as corridas de cavalos ou qualquer forma de exploração aos animais. Cavalos são seres livres e sencientes, capazes de sentir, compreender, sofrer e alegrar-se, ao submetê-los à vontade humana, usando-os para entretenimento e lucro, obrigando-os a competir enquanto são estimulados por chicotes a ultrapassar seus limites, leva-os à exaustão e à morte, como mostram os números dessa matéria.


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